A força do mercado de trabalho americano vista hoje no “payroll” provocou uma mudança relevante na precificação dos juros até o fim do ano nos EUA, o que afetou em cheio ativos de risco, como a bolsa local. Desde os primeiros minutos do pregão desta sexta-feira, o Ibovespa adotou um movimento mais negativo, com investidores tornando a aposta em uma alta dos Fed funds até o fim do ano majoritária e em meio ao aumento no número de casas que reduziram drasticamente o espaço para a queda da Selic em 2026. No pior momento do dia, o Ibovespa chegou a tocar nos 168.910 pontos, mas conseguiu devolver uma parte das perdas na reta final do pregão. Ainda assim, em meio a um cenário de maior aversão ao risco global e a um recuo mais forte de blue chips de commodities, o índice terminou em queda de 0,77%, aos 169.019 pontos, distante da máxima de 170.457 pontos. Na semana, o Ibovespa perdeu 4,29%. Trata-se da primeira vez desde o Plano Real, lançado em 1994, que o Ibovespa acumulou oito semanas seguidas de queda. O recuo nos preços do minério de ferro e do petróleo também pesou sobre as ações da Vale e da Petrobras no pregão, o que ajudou a estender as perdas do Ibovespa. Após cair mais de 4%, as ON da mineradora terminaram com baixa de 3,78%, enquanto as PN da petroleira cederam 0,87%. Bancos, por outro lado, ajudaram a segurar a desvalorização do índice, ao adotar um desempenho majoritariamente positivo. No fim, as PN do Bradesco lideraram os ganhos, ao subir 0,58%. Já as ON do Banco do Brasil responderam pela maior queda, no valor de 1,84%. Na volta do feriado de Corpus Christi, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 18,9 bilhões e de R$ 26,5 bilhões na B3. O movimento na bolsa local, no entanto, foi menos intenso do que o visto em outros mercados, como as bolsas americanas. Segundo participantes do mercado, um fluxo de rotação de techs para ações brasileiras pode ter ajudado a limitar o tombo do Ibovespa no pregão. No fim, o Nasdaq cedeu 4,18%; o S&P 500 perdeu 2,64%; e o Dow Jones recuou 1,35%.
Ibovespa acumula oito semanas seguidas de queda pela primeira vez desde o Plano Real
No pior momento do dia, o Ibovespa chegou a tocar nos 168.910 pontos, mas conseguiu devolver uma parte das perdas na reta final do pregão








