Na contramão do índice futuro, o Ibovespa abriu a sessão à vista em queda. A divulgação de números mais fortes do que o esperado para o mercado de trabalho americano no “payroll” pesou sobre os ativos domésticos, ao elevar para 68% a probabilidade implícita de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) possa ter que subir os juros em dezembro. Por volta das 10h30, o Ibovespa cedia 0,59%, aos 169.325 pontos. No mesmo horário, o S&P 500 perdia 0,61% e o Stoxx 600 tinha alta de 0,34%. Entre as blue chips, a desvalorização de 2,76% das ações da Vale pesa sobre o índice, em um dia em que os papéis da Petrobras também apresentavam movimento negativo: no horário acima, as ON da petroleira perdiam 0,28%, enquanto as PN tinham baixa de 0,75%. A maior parte dos papéis de bancos, por outro lado, apresentavam alta moderada, com destaque para o avanço de 0,60% das ON do Bradesco. Já as units do BTG Pactual recuavam 0,22%. No cenário externo, investidores ainda aguardam um acordo entre Estados Unidos e Irã, que seja capaz de incluir a reabertura do Estreito de Ormuz, embora a falta de avanço nas negociações e a rejeição do Hezbollah ao cessar-fogo entre Líbano e Israel mantenham as incertezas no radar. Já no radar corporativo, agentes financeiros repercutem a notícia de que a Equatorial tornou-se investidora de referência finalista na oferta de privatização da Copasa. A empresa ofereceu R$ 49,03 por papel da empresa, acima do preço mínimo de R$ 47,23, estipulado pela oferta. No horário acima, os papéis da Copasa lideravam as quedas, no valor de 5,67%.
Ibovespa abre em queda sem o apoio de Vale e Petrobras e após ‘payroll’ forte
A divulgação de números mais fortes do que o esperado para o mercado de trabalho americano no “payroll” pesou sobre os ativos domésticos










