Divulgação de números em linha ou ligeiramente abaixo do esperado para o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano chegou a afastar o índice futuro do pior momento Painel de cotações na sede da B3, em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Sem o apoio de ações de bancos e da Vale, o Ibovespa inicia o dia sob forte pressão nesta quarta-feira. No começo da manhã, a divulgação de números em linha ou ligeiramente abaixo do esperado para o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano chegou a afastar o índice futuro do pior momento, mas o alívio não durou muito e a escalada do conflito entre EUA e Irã voltou a pesar no mercado à vista, o que empurrou as blue chips em bloco para o vermelho e fez a principal referência acionária local estender bastante as perdas em relação ao visto no mercado futuro. Por volta das 10h30, o Ibovespa cedia 0,76%, aos 168.531 pontos. O S&P 500 recuava 0,48% e o Stoxx 600 exibia baixa de 0,18%. Entre as blue chips, bancos lideravam as perdas, com destaque para as units do BTG Pactual, que cediam 1,57%. As ações da Vale também cediam 1,12% na abertura dos negócios. Já os papéis da Petrobras subiam, em linha com a alta dos preços de petróleo. No horário acima, as PN exibiam valorização de 0,17%, enquanto as ON avançavam 0,26%. Após dados mostrarem um mercado de trabalho americano bastante forte na sexta-feira passada, o que provocou uma reprecificação dos juros nos EUA, os números de hoje da inflação americana foram bem-recebidos. O núcleo do CPI teve alta de 0,2% em base mensal, abaixo da projeção de 0,3%. Já em base anual, o indicador subiu 2,9%, em linha com o consenso de mercado.