Além de endereços ligados à produtora de "Dark Horse" e de gabinetes da Prefeitura de São Paulo, a operação da Polícia Civil realizada nesta segunda-feira (1º) para investigar se dinheiro público foi usado indevidamente no filme sobre Jair Bolsonaro (PL) cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro empresas que, segundo a investigação, podem ter relação com as suspeitas de desvio de verba.

De acordo com o inquérito do caso, a apuração tenta saber se o ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Ferreira da Gama (dona da Go UP Entertainment, que assina a produção do filme), usou faturas e notas fiscais descritas como frias para justificar despesas custeadas pela prefeitura.

A polícia afirma haver "indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial" entre o instituto, que é uma organização social, e a produtora.

Quatro dessas faturas, que totalizaram R$ 8,5 milhões, foram emitidas pela Make One Lab, empresa de tecnologia com 37 anos de atuação, instalada no Alto da Lapa, zona oeste da capital paulista.

De acordo com a decisão judicial que autorizou a operação, as faturas, segundo a investigação, estavam "sem emissão das respectivas notas fiscais ou recolhimento tributário correspondente, sendo destacado que as faturas possuíam numeração sequencial, mesma data de emissão e vencimento, além de valores artificialmente fracionados, sugerindo possível montagem documental para justificar saídas ilícitas de recursos financeiros".