'Dark Horse': quem é Karina da Gama, empresária ligada a contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura de SP e filme sobre Bolsonaro — Foto: Reprodução Integrantes do governo de Tarcísio de Freitas foram procurados por bolsonaristas após Karina Gama, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, ser alvo de uma operação da Polícia Civil de São Paulo, nesta segunda-feira (1º). Além de saírem em defesa da produtora, os aliados do ex-presidente se queixaram sobre o fato de a ação ter partido da polícia paulista, que está sob o guarda-chuva da gestão Tarcísio, um aliado do ex-presidente. A leitura é que esse fato esvazia o discurso de “perseguição política” que bolsonaristas têm buscado emplacar após a ação policial, já que dificulta a tentativa de ligar investigadores a adversários políticos. Karina Gama se tornou alvo da Polícia Civil sob suspeita de fraude em um contrato de Wi-Fi da Prefeitura de São Paulo com a sua ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) no valor de R$ 108 milhões. Os investigadores também apuram se o dinheiro desse contrato financiou indiretamente o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente, do qual Karina é produtora. A Polícia Civil abriu a investigação a partir de requerimento do Ministério Público. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, saiu em defesa de Karina e recorreu ao discurso de perseguição política. O deputado federal Mario Frias, que é o nome mais ligado à produtora, também seguiu a mesma linha e disse que ela “não ficará sozinha”.