O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), classificou como possível “perseguição política” a operação da Polícia Civil que investiga suspeitas de irregularidades em um contrato de 108 milhões de reais firmado entre a administração municipal e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora responsável pelo filme ‘Dark Horse’, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nunes afirmou nesta segunda-feira 1º considerar que a ação policial pode estar mais relacionada ao envolvimento de Karina com a produção cinematográfica do que ao contrato em si. “Se a motivação, conforme vocês estão me dizendo, é por conta do filme, então estão indo atrás de um contrato com a Prefeitura de 2024 por causa disso. Aí é grave, é perseguição política”, declarou. Em seguida, acrescentou: “Se for uma questão política, é um erro grave. Eu acho que é um desrespeito à democracia”.
A operação teve como alvo a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e endereços ligados à dirigente do ICB. Segundo o prefeito, os documentos recolhidos pelos agentes já eram públicos e haviam sido enviados anteriormente às autoridades responsáveis pela investigação.
