PUBLICIDADE Investigação aponta suspeita de fraudes e desvios de recursos públicos no contrato da ONG de Karina da Gama firmada com a prefeitura de SP; polícia aponta suspeita de desvio para custear produção de filme Flavio Bolsonaro — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 11:01 Operação Wi-Fi investiga fraudes em contratos de ONG ligada a filme sobre Bolsonaro A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Wi-Fi para investigar suspeitas de fraudes em contratos da ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira Gama, ligada à produtora do filme "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à presidência, afirmou que a operação não está relacionada ao filme. A ONG teria emitido nota fiscal para si mesma em um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalação de Wi-Fi gratuito. A prefeitura afirma colaborar com as investigações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a operação da Polícia Civil de São Paulo que mirou a ONG Instituto Conhecer Brasil “não tem nada a ver com o filme”. A instituição é presidida pela empresária Karina Ferreira Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, a investigação contraria a declaração do presidenciável. A afirmação foi proferida pelo senador em conversa com jornalistas na chegada de uma agenda no Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira. Na ocasião, também estavam presentes o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) e o presidente da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), Douglas Ruas. Flávio se refere a Operação Wi-Fi, deflagrada na manhã de hoje, que apura suspeitas de fraudes no contrato da ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) com a Prefeitura de São Paulo. O ICB tem como dona Karina Ferreira da Gama, que também é dona da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo longa sobre o ex-presidente. Segundo a Polícia Civil, há suspeitas de fraude na licitação e na execução do contrato, e também de desvio de recursos públicos no âmbito da contratação. O instituto foi contratado por R$ 108 milhões pela gestão Ricardo Nunes (MDB) para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi gratuito em vias públicas da cidade. Além isso, a polícia apontou que há “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” e de que os recursos públicos repassados pela prefeitura à ONG tenham sido desviados para custear a produção do filme. O valor gasto com a produção de Dark Horse chamou a atenção pelas cifras vultosas, já que custou mais do que produções nacionais recentes indicadas ao Oscar, como “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto”. A prefeitura informou, em nota, “que colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações” e que “todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público através da prestação de contas do município”. Karina foi procurada, mas não se manifestou até o momento.