Feira gospel organizada por produtora do filme 'Dark Horse', sobre Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação O patrocínio de R$ 3,5 milhões da prefeitura de São Paulo a uma feira gospel organizada pela produtora executiva de “Dark Horse”, o filme sobre Jair Bolsonaro financiado por Daniel Vorcaro, foi parar no Tribunal de Contas do Município (TCM). Parlamentares do PSOL ingressaram com uma representação para que o órgão apure o uso de recursos públicos na “The Connect Faith”, ocorrida em junho de 2025, e a previsão de novo aporte ao evento este ano. O grupo quer que o tribunal avalie se o “apoio institucional” foi regular e seguiu princípios elementares da administração pública, como moralidade, economicidade e transparência do custeio. A peça sustenta que o evento possui natureza privada e exploração econômica própria, com cobrança de ingressos, venda de patrocínios e espaços para expositores. Mesmo assim, o município assumiu despesas como palco, som, painéis de LED, limpeza, segurança e outras, como revelou o repórter Demétrio Vecchioli. Questiona ainda a contratação da empresa MM Quarter, que teria recebido cerca de R$ 183,5 mil para serviços de produção, recepção e carregadores por seis diárias, embora o evento tenha durado oficialmente quatro dias. O documento também aponta falta de transparência, em razão da ausência de divulgação clara dos gastos no Diário Oficial. Segundo a representação, há a previsão de um novo aporte por parte da Secretaria Municipal de Turismo, de valor similar, para a realização da feira gospel em 2026. Diz a peça: “Não há moralidade administrativa em manter ou renovar financiamento público milionário, no valor de R$ 3.597.320,96, a evento privado relacionado a produtora envolvida em escândalos públicos relevantes, sem demonstração robusta de interesse público”. Os parlamentares pedem que o TCM avalie a suspensão de novos pagamentos para o evento. Assinam a peça os deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi.