O filme produzido em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o já polêmico "Dark Horse" —"azarão", em inglês—, teve custo total de US$ 13,4 milhões, ou cerca de R$ 75 milhões, e não recebeu incentivos ou recursos públicos, segundo perícia privada contratada pela defesa da Go Up Entertainment.
O laudo com esses dados foi anexado a um inquérito policial que investiga suposto uso de verbas públicas no filme. A suspeita é que recursos tenham sido desviados de um contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora de "Dark Horse".
Com a chamada "perícia investigativa preventiva", a defesa tenta se antecipar ao trabalho da polícia e sustentar a inexistência dos desvios investigados.
Além do suposto uso de recursos públicos, o custo total da obra cinematográfica também se tornou alvo de questionamentos após o vazamento de um áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, no qual ele cobra o repasse de recursos de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar a produção.
O laudo afirma que os gastos realizados no Brasil, entre 1º de junho de 2025 e 4 de junho de 2026, somaram R$ 20.927.664,75, valor que, pela taxa de conversão adotada pela perícia, corresponde a US$ 3.728.084,66. Nos Estados Unidos, os custos da produção foram calculados em US$ 9.664.996,63, ou cerca de R$ 54,2 milhões.









