Responsável pelo filme Dark Horse, a produtora Go Up Entertainment informou à Justiça de São Paulo que a cinebiografia que trata da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) custou aproximadamente 13,3 milhões de dólares (pouco mais de 75 milhões na conversão para a moeda brasileira). As informações são do portal Metrópoles.

O balancete sobre os gastos com o longa-metragem consta de uma petição anexada ao processo em que o Instituto Conhecer Brasil é investigado por suspeita de desviar dinheiro de um contrato de 108 milhões com a prefeitura de São Paulo para financiar a obra. A Go Up pertence a Karina Gama, que representa o ICB. Ela foi alvo de uma operação da Polícia Civil na semana passada.

O levantamento foi elaborado pelo Instituto de Perícia Investigativa, contratado pela produtora.

De acordo com o documento, as despesas declaradas contemplam 54,2 milhões de reais em gastos nos Estados Unidos e quase 21 milhões no Brasil. Com previsão de lançamento no segundo semestre deste ano, o filme foi gravado em cidades brasileiras, mas tem participação de atores norte-americanos, a exemplo de Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro.

Na declaração de gastos, a produtora informou que o orçamento inicial aprovado era de 16 milhões de dólares (89,7 milhões de reais). A reportagem registra que o montante é 44,8 milhões menor do que a quantia que teria sido negociada pelo senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, em 2025, conforme revelado pelo Intercept Brasil.