Não há os prêmios da maratona do Rio, que irá distribuir, no próximo domingo (7), US$ 100 mil para os três primeiros colocados dos 42 km; na verdade, não há dinheiro nenhum para os ganhadores, apenas troféus e, talvez, a satisfação por superar outros bons corredores.

Não há grandes possibilidades de quebras de recordes nacionais, como aconteceu neste domingo (31), em Porto Alegre, quando caiu uma marca que já se sustentava por quase duas décadas e meia, justamente a do recorde de maratona, qualquer maratona, algum dia disputada no Brasil.

Não há cobertura de imprensa ampla ou especializada, tampouco trânsito pesado de postagens em redes sociais de influenciadores.

Não dá para chamar a Corrida do Gari de Sampa, que aconteceu neste domingo (31), no centro de São Paulo, de evento massivo.

Mas por ali passam, ou podem passar, pessoas com chances de brilhar no alto rendimento. Alguns coletores de lixo tornaram-se atletas de ponta, caso agora de Johnatas Cruz, que, patrocinado pela New Balance, vive do esporte. Sua melhor marca de maratona é 2:10:23 (Hamburgo, 2023).