Cláudio Romano disse que não busca ser a maratona mais rápida do país e sim a "mais reconhecida internacionalmente" Corredores da Maratona do Rio durante o amanhecer — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/06/2026 - 18:52 Maratona do Rio se Destaca e Atrai Atenção Internacional Cláudio Romano, executivo da Maratona do Rio, fez um balanço positivo do evento, destacando a boa impressão deixada nos olheiros da World Marathon Majors (WMM). A maratona quebrou o recorde feminino dos 42km no Brasil e quase alcançou o masculino. Romano reforçou que o objetivo é tornar a Maratona do Rio a mais reconhecida internacionalmente, não a mais rápida do país. A organização melhorou significativamente a logística, destacando avanços na entrega de kits e hidratação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Maratona do Rio, evento realizado na cidade entre quinta a domingo, pulverizou o recorde da prova dos 42km feminino no país, ficou a dois segundos do recorde masculino, e agradou os olheiros da World Marathon Majors (WMM). Claúdio Romano, vice-presidente de marketing e negócios da Dream Factory, organizadora do evento comenta que os olheiros da World Marathon Majors, que vieram conhecer o evento, tiveram ótima impressão tanto da cidade, que não conheciam, quanto da estrutura do festival, do pós-prova. — Entregando o evento que entregamos, saio desta edição mais confiante nesse caminho — afirma Cláudio, referindo-se a um possível início de processo para a Maratona do Rio ser integrante do grupo major. Corredores da Maratona do Rio passando pela Orla da Zona Sudoeste — Foto: Márcia Foletto Atualmente o circuito conta com sete provas: Tóquio, Boston, Londres, Berlim, Chicago, Nova York e Sydney. — A partir do momento que tivemos o pessoal das majors interessados em vir, é porque esse sonho é real. Quantas maratonas existem no mundo? O fato de termos sidos considerados a 11.ª marca mais valiosa do mundo no segmento de corrida de rua contribuiu (segundo a Brand Finance). Além do fato de que após uma década sem abrir o grupo, Sydney foi escolhida, e que Cape Town e Xangai estão em processo. Olhando o globo, só faltaria incluir evento na América Latina. Em nota, Dawna Stone, CEO Abbott World Marathon Majors, disse que “reconhecemos as ambições da equipe no Rio e aplaudimos seu desejo de elevar o evento aos mais altos padrões possíveis. Nosso trabalho com eles no evento deste ano visa compartilhar conhecimento para apoiar o crescimento global das maratonas, o que está no cerne de nossa visão e missão. Esta visita tem como objetivo a parceria e o aprendizado, com foco na colaboração e no apoio — não na candidatura — e estamos entusiasmados com o que o Rio pode continuar a construir. Os únicos candidatos a se tornarem Majors neste momento são as Maratonas da Cidade do Cabo e de Xangai” — Sabemos que não vamos tirar nota 10 numa primeira avaliação. Os critérios para as majors são diferentes, a cidade de fato tem de respirar maratona. E com todo respeito às novas cidades concorrentes, se eles conseguiram, a gente também consegue. Total condição. O Rio faz eventos gigantes, temos todo o potencial e capacidade. Fazemos o Carnaval de rua, os shows internacionais em Copacabana, com 3 milhões de pessoas. Nenhuma maratona do mundo coloca tanta gente assim — completa Cláudio. Recordes Sete atletas, sendo seis da Etiópia, correram abaixo da marca que era da Etíope Tiringo Mulu, com 2h29m48, tempo obtido no ano passado nos 42km da New Balance, em Porto Alegre. Gadise Mulu Demissie foi a campeã, com 2h25min47. No masculino, o etíope Tsegaye Getachew obteve o tempo de 2h10min22 e o recorde, estabelecido há uma semana, permanece com o queniano Daniel Hiprono Sang, com 2h10min21, da Maratona de Porto Alegre Olympikus. Etíope Gadise Mulu Demissie, campeã da prova feminina da Maratona do Rio — Foto: Maratona do Rio/Divulgação As referências são os tempos de eventos de maratona. Isso porque os recordes dos 42km obtidos no Brasil são da Olimpíada do Rio, em 2016: dos quenianos Jemima Sumgong, 2h24min04, e de Eliud Kipchoge, 2h08min44. — Zero frustrado por conta desse um segundo para igualar (o recorde). Temos um novo percurso e ajustes a fazer, o que que é normal. E ainda assim, quase igualamos. Mostra que estamos no caminho certo e próximos de bater o recorde nos próximos anos — declara Claúdio. — Porto Alegre é mais rápido, tem melhor altimetria e temperatura. O Rio nunca será uma prova com condição climática como as do sul do país. Mas temos tudo para batê-los. E acho ótimo isso. Provas brigando pelo recorde no país. O resultado é mais investimento em todo as pontas. Claúdio comemorou o resultado do feminino e disse que o foco da organização é ter mais atletas disputando os 42km, especialmente mulheres, do que buscar o recorde de mais rápida no país em ambos os naipes. — E o feminino foi inacreditável. Quase um pelotão inteiro abaixo do recorde. Mostra a força das mulheres no festival como um todo. Esta prova não tem maioria feminina e acho que a cada ano podemos crescer. Esse é um recado para as mulheres dos 21km, que tem a maioria feminina, de que é possível chegar aos 42km em alta performance — acredita Cláudio. — Nosso foco não é ser a mais rápida e sim ter mais gente correndo a maratona, além de adquirir os selos da World Athletics. A gente quer ser a prova mais reconhecida (internacionalmente). Precisamos de mais atletas rápidos de alta performance porque é mais midiático, faz com que as pessoas saiam para a rua para torcer, ajuda os atletas brasileiros e, no final, teremos mais performance. A Maratona do Rio recebeu recentemente o selo Elite Label da World Athletics e busca o selo Gold para depois chegar ao Platinum, o selo máximo. Tsegaye Getachew: estíope vence prova masculina da Maratona do Rio — Foto: Divulgação / Maratona do Rio Balanço Para Cláudio, a edição atual da Maratona do Rio conseguiu melhorar a operação de entrega de kits, que no ano passado teve problemas. Na edição de 2026, com o dobro de atendentes e espaço no pavilhão exclusivo para este serviço, deu certo. — Foi zero fila. A organização funcionou e investimos neste projeto para ter zero problema. Abrimos mais um dia para o serviço. No ano passado, teve um misto de situações. Muitas pessoas não cumpriram o agendamento e muita gente chegou em um dia específico. Este ano dobramos os atendentes e aumentamos a área. Organizamos melhor a fila e tivemos um sistema mais rápido, com a utilização do número de peito. Também não faltou medalha, como ocorreu na prova dos 5km de 2025. E umas das estratégias, segundo Cláudio, foi mudar o número de peito para facilitar a entrega da medalha na dispersão e evitar fraude. Em cada prova, a identificação tinha uma cor. A dispersão também foi elogiada por corredores. O fluxo de pessoas melhorou, com mais espaçamento e organização na entregada medalha. Em relação à hidratação, ele avaliou que também houve melhoria. Explicou que a operação foi maior, contou com mais mesas e separação de copos com água gelada e de temperatura ambiente. — Nossa operação foi perfeita. Mas, se pudéssemos ter mais gente seria melhor. Mais gente nos postos de hidratação, mais gente dando informação. Em comparação às provas lá fora, temos esta desvantagem. Pela legislação brasileira, não podemos contar com voluntários. Apenas quando o evento é especial, como Olimpíada e Copa do Mundo, aí há exceção. E qualquer prova grande lá fora tem entre 50 e 70 mil voluntários. Nosso estafe todo é de contratados.
Executivo da Maratona do Rio faz balanço do evento e comenta sobre olheiros da major: 'Saio mais confiante nesse caminho'
Cláudio Romano disse que não busca ser a maratona mais rápida do país e sim a "mais reconhecida internacionalmente"














