O queniano Daniel Hiprono Sang foi o vencedor da prova, com o tempo de 2h10min21; marca de Kipchoge, dos Jogos Olímpicos da Rio, em 2016, ainda permanece Hillary Biwott (à esquerda), quinto colocado na Maratona de Porto Alegre ao lado do campeão Daniel Sang (centro) e Victor Kimplimo, terceiro colocado — Foto: Carol Knoploch/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 31/05/2026 - 12:16 Maratona de Porto Alegre quebra recorde e premia atletas com R$ 100 mil A Maratona de Porto Alegre Olympikus tornou-se a mais rápida do Brasil, com o queniano Daniel Hiprono Sang vencendo com 2h10min21, superando o recorde anterior de Vanderlei Cordeiro de Lima. Sang recebeu um bônus de R$ 100 mil. No feminino, Gelane Senbete, da Etiópia, venceu e quebrou o recorde da prova. O evento contou com 30 mil corredores e destacou o impacto de incentivos financeiros para performances de elite. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Maratona de Porto Alegre Olympikus se tornou neste domingo a maratona mais rápida do Brasil. O queniano Daniel Hiprono Sang, atleta da Olympikus, foi o vencedor da prova, com 2h10min21. Este tempo é o melhor obtido em maratonas em solo brasileiro levando em consideração eventos de maratona. A marca anterior era de Vanderlei Cordeiro de Lima, de 2002, com 2h11min19, obtida na Maratona de São Paulo. Este, porém, não é o melhor tempo de maratona obtido no país. É que na maratona do Jogos Olímpicos da Rio, em 2016, o queniano Eliud Kipchoge fez 2h08min44. Esta marca permanece. Sang também quebrou o recorde da prova que era de 1994, feito por Luís Carlos da Silva (2h12min59). E não foi o único. O tempo desta prova foi batido pelos seis primeiros colocados. O segundo colocado, Eliasa Kibet, do Quênia, obteve o tempo de 2h10min59, seguido pelo compatriota Victor Kimplimo, que terminou a prova com 2h11min11. Em quarto lugar ficou o queniano Nicolas Kiptoo Kosgei, com 2h11min43. Hillary Biwott, também do Quênia, ficou em quinto com 2h12min26. O brasileiro Giovani dos Santos terminou em sexto com 2h12min56. No feminino, a campeã foi Gelane Senbete, da Etiópia, com 2h31min16, seguida pelas quenianas Lucy Nthenya (2h31min26) e Emily Chebet (2h33min10). Gelane e Lucy bateram o recorde da prova gaúcha, que era da queniana Ednah Mukhwana: 2h32min41, de 2013. A melhor marca feminina de maratona feita no país é da queniana Jemima Sumgong, 2h24min04, também obtida nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. E, em eventos de maratona, esse recorde é de Tiringo Mulu, com 2h29m48s, de 2025, nos 42km da New Balance, em Porto Alegre. Os vencedores Sang e Gelane ganharam premiação de R$ 150 mil pelo título em solo gaúcho. E Sang ainda recebeu o bônus de R$ 100 mil por estabelecer a melhor marca de uma maratona realizada em solo brasileiro, em eventos de maratona. A prova deste domingo contou com 10.500 atletas. E o evento, que no sábado teve as provas de meia maratona, 10km e 5km, chegou a 30 mil corredores. O melhor brasileiro, Giovane dos Santos, de 44 anos, obteve a melhor marca pessoal em Porto Alegre. A marca anterior era 2h14min40. No ano passado, nesta maratona, Giovane havia feito 2h19min58. — Continuo trabalhando — respondeu ao Globo, questionado sobre a façanha. — Fiquei com eles (quenianos) até onde deu, eles chegam muito fortes, fazem jogo de equipe o tempo todo. Os caras são brabos demais mas eu também sou. Dedico essa minha vitória, minha melhor marca pessoal, a meu neto que hoje faz um ano. Estou muito feliz. Assim como Giovane, o campeão Sang usava o Corre Pace, tênis da Olympikus confeccionado para atletas de elite. Ele já havia corrido na China com este tênis. Ao final da prova, ele agradeceu a seu manager por "escolher as melhores provas e por lhe fornecer material de trabalho importantes". Sang e seus compatriotas haviam recebido o Corre Pace meses atrás para testarem e treinarem no Quênia. Esta foi a primeira vez que estes quenianos vieram ao Brasil. — Correr no Brasil foi muito bom, estou feliz com o recorde. Meu manager me ajudou muito porque me dá facilidades para isso, para ser rápido, como por exemplo, ter bons tênis — disse Daniel, cuja melhor marca é 2h09min20, conquistada na Maratona Internacional de Marrakech, em 2026. Paulinho Stone, diretor de prova da Maratona de Porto Alegre, comemorou o resultado com uma placa que trazia a inscrição: "Maratona de Porto Alegre, a mais rápida do Brasil". Ele enfatizou que o investimento feito nesta edição fez diferença na formação de um pelotão de elite com bons tempos. — Sem incentivo e boas premiações não há recordes. Precisamos de ajuda, claro. E é muito reconfortante ter um parceiro como a Olympikus. E a questão dos bônus, um chamariz, é importante porque esses são atletas profissionais e eles precisam de dinheiro para sobreviver. Quanto mais bônus e incentivo tivermos, melhores eventos poderemos oferecer — declarou Paulinho, que estava muito emocionado. — Estou realizado, talvez esse seja o dia mais importante da minha vida. Tem uma galera que deu de tudo por esta maratona e agradeço a todos, aos meus pais. Essa é uma sensação incrível. Questionado sobre o crescimento da prova para o ano que vem e se há intenção de aumentar a premiação, Marcio Callage, diretor de marketing da Vulcabrás, detentora da Olympikus, disse que ainda curtia o momento e que esse assunto seria pensado mais à frente. — Não pensamos nisso ainda. Estamos celebrando o dia de hoje, um dia histórico para a marca e para a corrida. Este é um marco especial para o país. Depois podemos pensar e sonhar além — comentou Callage. A próxima Maratona de Porto Alegre Olympikus já tem data marcada. A 42ª edição será realizada nos dias 5 e 6 de junho de 2027. As inscrições serão abertas em breve, na ticketeira Ticket Sports. * A repórter viajou a convite da Olympikus