Prova ocorrerá neste domingo; na América do Sul, o queniano escolheu a Maratona de Porto Alegre Eliud Kipchoge, quando venceu a Maratona da Rio-2016. — Foto: AFP PHOTO / OLIVIER MORIN RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/05/2026 - 12:55 Eliud Kipchoge inicia maratona mundial, incluindo etapa no Brasil e arrecadação para causas sociais O queniano Eliud Kipchoge, bicampeão olímpico, inicia um projeto pessoal de uma maratona por continente, começando na África. A "Eliud Kipchoge World Tour" passará pelo Brasil, com a Maratona New Balance 42K Porto Alegre em julho. Kipchoge busca inspirar saúde através da corrida e arrecadar US$ 1 milhão para apoiar projetos educacionais e ambientais. A iniciativa une atletismo de elite com causas sociais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após ter completado todas as maratonas major ao correr em Nova York em 2025 – terminando em 17º, com o tempo de 2h14min36 — , o queniano Eliud Kipchoge anunciou uma turnê mundial com duração de dois anos, na qual ele correrá sete maratonas, uma em cada continente do planeta. Incluindo a Antártida. E a primeira parada da "Eliud Kipchoge World Tour" será no continente africano, em Cape Town, na África do Sul, neste domingo. Esta também será sua primeira maratona oficial na África. A expectativa é que a corrida de domingo atraia 27.000 maratonistas, com um total de 44.500 participantes ao longo dos eventos do fim de semana. — A África é onde minha jornada como corredor começou e onde as bases do meu sucesso estão profundamente enraizadas. Iniciar esta Volta ao Mundo na Cidade do Cabo é muito especial. Trata-se de celebrar a força do atletismo africano e inspirar a próxima geração — disse ele ao chegar à Cidade do Cabo na última terça-feira. Depois, o bicampeão olímpico correrá no Brasil, a New Balance 42K Porto Alegre, prova escolhida na América do Sul, em 12 de julho. O queniano já esteve no país: foi medalha de ouro na maratona olímpica da Rio-2016. Ele também correrá na América do Norte, África, Europa, Ásia e Oceania. O queniano já divulgou que a maratona da Oceania será a de Melbourne, na Austrália, em 11 de outubro. As demais ainda não foram divulgadas. Segundo o maratonista, o Brasil tem um significado especial em sua carreira, por ter sido onde conquistou o seu primeiro ouro olímpico — ele já havia ficado com o bronze em Atenas-2004, e com a prata em Pequim-2008, mas na disputa dos 5.000 metros. — O Brasil é único, é muito importante na minha carreira. O país permanece no meu coração e na minha mente. São boas memórias no esporte — afirmou Kipchoge durante uma entrevista online com jornalistas, em março. — Eu realmente me lembro de como são os brasileiros, do amor deles pelo esporte. Conexão com fãs Kipchoge disse que tem o sonho de "tornar o mundo um mundo de corredores". E que em sua turnê pelos continentes tem o desejo de conhecer novas culturas. Ele correrá ao lado de fãs e quer inspirar as pessoas a viverem de forma mais saudável. O corredor queniano afirmou que, ao longo da maior parte da vitoriosa carreira, em meio a viagens e treinamentos árduos de um atleta de alto rendimento, teve poucas oportunidades para se reunir com os fãs. Ele quer agora tentar retribuir o carinho recebido. A iniciativa marca um novo capítulo na trajetória do bicampeão olímpico, combinando o atletismo de elite com a missão de "unir o mundo através da corrida". Cada etapa da turnê também arrecadará fundos para a Fundação Eliud Kipchoge, que apoia projetos educacionais e ambientais em todo o mundo. A meta é arrecadar US$ 1 milhão (R$ 5,16 milhões) durante o período, com a venda online de produtos relacionados. — Com este projeto, quero competir não apenas por recordes, mas pelas pessoas. Espero inspirar, retribuir e lembrar a todos que nenhum ser humano é limitado — disse na ocasião do lançamento. Eliud Kipchoge, bicampeão na maratona olímpica — Foto: GIUSEPPE CACACE / AFP A Fundação Eliud Kipchoge, lançada em 2020, tem como foco proporcionar acesso à educação e promover a sustentabilidade ambiental. Projetos locais em cada país anfitrião se beneficiarão dos eventos, apoiando iniciativas como bibliotecas escolares, programas de aprendizagem e restauração ambiental. Eliud Kipchoge venceu quatro maratonas de Londres e duas de Berlim, além de ser bicampeão olímpico (Rio-2016 e Tóquio-2020). Em Paris-2024, ao buscar um inédito tricampeonato olímpico na maratona, Kipchoge sofreu com dores na lombar e teve de abandonar a disputa por volta do 30º quilômetro. Ele também é conhecido por ter corrido uma maratona abaixo de 2 horas (1h59min40s), em Viena, 2019, em um evento especial, montado para ele quebrar essa barreira. Mas foi o compatriota Sabastian Sawe, de 30 anos, o primeiro corredor a quebrar a barreira de 2 horas de prova em uma corrida oficial. No dia 26 de abril, na Maratona de Londres, ele terminou em 1h59min30. Em Porto Alegre A maratona em Porto Alegre terá largada no Parque da Redenção e chegada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, o Parque Harmonia, um dos principais cartões-postais e pulmões verdes da cidade. A prova tem o selo Elite, da World Athletics, e Permit Ouro da CBAt, emitido a corridas com padrões técnicos e operacionais de excelência, segurança e alto nível de competitividade com a presença de atletas de elite. O cachê definido para os campeões, feminino e masculino, é de R$ 90 mil. A prova oferecerá um bônus de até R$ 600 mil em caso de quebra de recorde em maratonas realizadas no Brasil e na América do Sul. Os tempos de referência são: para o Brasil, Masculino: 2h11min19 (Vanderlei Cordeiro de Lima-2002) e Feminino: 2h29min48 (Tiringo Mulu, Etiópia-2025); e para a América do Sul, Masculino: 2h05min00 e Feminino: 2h24min52.
Bicampeão olímpico, Kipchoge inicia na África projeto pessoal no qual correrá uma maratona por continente
Prova ocorrerá neste domingo; na América do Sul, o queniano escolheu a Maratona de Porto Alegre








