Ele tinha a melhor marca no país para os 42km em eventos de maratona; agora esse recorde é do queniano Daniel Hiprono Sang Vanderlei Cordeiro de Lima em evento da Maratona de Porto Alegre — Foto: Buena Onda/Divulgação Olympikus RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 31/05/2026 - 13:08 Vanderlei Cordeiro comemora novo recorde na Maratona de Porto Alegre após 21 anos Vanderlei Cordeiro Lima, ex-recordista brasileiro da maratona, celebrou a quebra de seu recorde na Maratona de Porto Alegre, agora pertencente ao queniano Daniel Hiprono Sang com 2h10min21. Segundo Vanderlei, a marca, que foi superada após 21 anos, valoriza a corrida no Brasil e serve como incentivo para novos atletas. Ele destacou as condições favoráveis da prova e a importância de continuar evoluindo e batendo recordes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O brasileiro Vanderei Cordeiro Lima, que era o dono da melhor marca dos 42km obtida em solo brasileiro em evento de maratona, disse ao GLOBO que o resultado da Maratona de Porto Alegre deste domingo rompe uma barreira importante. Ele, que comentava o evento para a Rádio Gaúcha, disse que os atletas da elite fizeram uma prova progressiva e que imaginou que sua marca poderia cair após o quilômetro 35. O queniano Daniel Hiprono Sang, atleta da Olympikus, foi o vencedor da prova, com 2h10min21. A marca anterior, levando em consideração eventos de maratona no país, era de Vanderlei, de 2002, com 2h11min19, obtida na Maratona de São Paulo. — ‎Eu estava emocionado de ver os caras correrem da maneira que correram. Porque é espetacular correr em 2h10. Claro que as condições aqui em Porto Alegre foram favoráveis. No final da prova a sensação térmica diminuiu e favoreceu o ritmo. E o importante é isso mesmo, trazer atletas à altura de performance. E hoje foi um divisor de águas, tenho certeza que daqui para frente, Porto Alegre passará a ser uma referência. Esta é maratona mais rápida do Brasil — declarou Vanderlei, ao GLOBO, ao final da prova. — Fiquei feliz, esse recorde não me tira nada, ao contrário, essa marca nos valoriza. Faço parte deste mundo. Mas, também gostaria de ver a marca cair lá em São Paulo, em um evento com outras condições. Para Vanderlei, recordes existem "para serem batidos" e que era uma questão de tempo. Ele disse que torcia pela quebra porque sua marca perdurava há muito tempo. — Estávamos estagnados, sem evolução por aqui. E a quebra do recorde mundial, abaixo de 2 horas, na Maratona de Londres, criou um clima de motivação. Esse clima está no ar e esta era, de fato, se tornou uma boa época para isso. Torço sempre para a corrida crescer cada vez mais, evoluir e bater recordes. Vanderlei, medalhista olímpico da maratona e hoje embaixador da Olympikus, lembrou do evento de 2002 que o consagou: — Havia me proposto a correr aquela prova no ritmo 3min05 ou 3min06. Eu tinha uma meta. Me planejei para aquela prova e fiz uma prova técnica. Daniel Lopes ficou comigo até o quilômetro 20, puxando esse ritmo. A busca pela quebra de um recorde é a consequência da sua melhor performance — disse Vanderlei, que acredita que em breve, a Maratona de Porto Alegre terá tempo inferior a 2h10. — Acho que rompemos essa barreira. E ainda criamos a possibilidade para atletas do Brasil de acompanhar esse ritmo de prova e a fazer suas melhores marcas. Vanderlei, que havia corrido na véspera a prova dos 5km, comentou ainda o desempenho de Giovane dos Santos, o melhor brasileiro na prova deste domingo, que aos 44 anos estabeleceu a melhor marca da carreira (2h12min56). — Se o Giovane, com 44 anos, está correndo a 2h12, imagine os mais jovens? Demonstrou que é possível buscar suas melhores marcas em qualquer época. * A repórter viaja a convite da Olympikus