Imagine que você esteja perdido em uma floresta e encontre duas trilhas. Uma delas está cheia de pegadas. A outra parece pouco utilizada. A tendência natural é seguir o caminho mais movimentado, concorda? Afinal, tanta gente não pode estar errada.

Há quase dois mil anos, Sêneca observava que a opinião da maioria costuma ser um guia confortável, mas raramente um guia confiável. Poucas frases descrevem tão bem o comportamento dos investidores. Um deles se repete na escolha de se expor à Bolsa brasileira por meio de ETFs.

Nos últimos anos, os ETFs ganharam espaço entre os investidores brasileiros. A sigla vem de Exchange Traded Fund, ou fundo negociado em bolsa. Na prática, trata-se de um fundo que segue uma determinada estratégia. No Brasil, eles, usualmente, buscam replicar um índice de mercado. Assim, em vez de escolher ações individualmente, o investidor que compra uma única cota, passa a ter exposição a dezenas de empresas simultaneamente.

Nos Estados Unidos, os ETFs transformaram a indústria de investimentos. Trilhões de dólares estão aplicados nesses produtos e muitos investidores montam suas carteiras utilizando apenas ETFs. Existem fundos para praticamente qualquer estratégia imaginável, desde tecnologia e inteligência artificial até dividendos, qualidade, infraestrutura e baixa volatilidade.