Quem já tentou cozinhar seguindo apenas a foto do prato sabe o tamanho do risco. A imagem parece simples, bonita, organizada. Mas basta confundir um ingrediente para o resultado sair completamente diferente. No mercado financeiro, ETFs provocam algo parecido. O investidor aprende a sigla, escuta que "ETF é bom" e acredita que entendeu o produto. Mas, muitas vezes, ainda não entendeu o principal.

Com frequência, recebo a pergunta: "Michael, qual ETF você recomenda?". Essa pergunta revela uma confusão comum entre investidores brasileiros. ETF não é uma categoria ou classe de investimentos. ETF é apenas uma estrutura ou veículo.

Na prática, ETFs são fundos de investimento cuja principal distinção é serem negociados em Bolsa.

Usualmente, eles são fundos que buscam acompanhar um índice de referência. Portanto, em vez de haver um gestor tentando escolher ativos para superar o mercado, o ETF simplesmente replica um indicador previamente definido. Por isso seu custo costuma ser menor, pois demanda pouca equipe e especialização.

Assim, quando alguém diz que investe em ETFs, isso sozinho não diz praticamente nada sobre o investimento realizado. Afinal, existem ETFs extremamente diferentes entre si.