Existe algo em comum entre os vitrais instalados no Mercado Municipal, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), na Casa das Rosas, na Catedral da Sé e em inúmeros outros locais de São Paulo.

Todos foram produzidos pela renomada Casa Conrado, empresa que dominou esse mercado a partir de 1888, quando foi inaugurada, e que sempre primou pela excelência de suas obras.

A Casa Conrado ainda existe, mas saiu das mãos da família fundadora. Funciona como um pequeno ateliê de restaurações na região de M'Boi Mirim, na zona sul da cidade, mas nos tempos gloriosos teve dezenas de funcionários e uma parceria com o escritório do arquiteto Ramos de Azevedo que incluía vitrais em muitas de suas construções.

Durante décadas ela foi praticamente hegemônica no mercado, atendendo à demanda religiosa e profana não só em São Paulo, como em outras partes do Brasil.

Não havia milionário que não quisesse ter um deles em seu casarão. Para as instituições, as obras da Conrado também eram um grande símbolo de poder. Os clientes mais fiéis, porém, eram as igrejas.