Se hoje a palavra está na moda, nos anos 1980 e 1990 não se falava tanto em retrofit, termo que designa a modernização de um prédio antigo e tombado, em geral para mudar sua função. Mas algumas construções de São Paulo já passavam por um processo desse tipo, que não se confunde com uma restauração.

A primeira foi o Sesc Pompeia, fábrica convertida em centro cultural na zona oeste de São Paulo com projeto de Lina Bo Bardi. Mais tarde veio o edifício Alexandre Mackenzie, no centro, na esquina da rua Xavier de Toledo com o viaduto do Chá, transformado no shopping Light.

Antiga sede dos escritórios da companhia The São Paulo Tramway Light and Power e, mais tarde, da estatal Eletropaulo, o imóvel foi erguido em 1929 pelo escritório de Ramos de Azevedo, com projeto dos norte-americanos William Preston e John Curtis. Em 1941 passou por uma ampliação.

Construído em estilo eclético, ele ocupou o terreno do antigo Teatro São José, principal polo cultural da cidade antes da inauguração do Theatro Municipal. Atendia a uma necessidade da Light de reunir seus funcionários, antes espalhados em sete endereços na região, em um único local.

Com a privatização da Eletropaulo, o prédio, depois de um leilão, foi concedido por 50 anos para o fundo Birmann, cujo plano era instalar um shopping no local. Havia, porém, a necessidade de preservar ao máximo a arquitetura original e, ao mesmo tempo, de renová-lo estruturalmente.