Como a guerra no Irã está espalhando caos no mundo?Aumento nos preços dos combustíveis e energia por causa do fechamento do Estreito de Ormuz tem provocado protestos e tumultos em muitos países. Crédito: Carolina Marins (roteiro), Ariel Liborio (edição), Vitória Schmitz (produção) e Felipe Pedro (fotografia)Gerando resumoIsrael ordenou nesta segunda-feira, 1º, bombardeios contra a periferia sul de Beirute, principal reduto do Hezbollah na capital libanesa, horas antes de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre a escalada dos confrontos no Líbano. A sessão foi convocada a pedido da França, cujo presidente, Emmanuel Macron, declarou que “nada justifica a grande escalada em curso”.Segundo um comunicado do governo israelense, a ordem para os ataques foi dada pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e pelo ministro da Defesa, Israel Katz, após o que classificaram como repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah. Após o anúncio, centenas de famílias deixaram a região às pressas, em meio ao temor de novos bombardeios.Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo o bairro de Al Lailaki, nos subúrbios ao sul de Beirute. Foto: Ibrahim Amro/AFPPUBLICIDADEA ofensiva ocorre em paralelo às negociações conduzidas pelos Estados Unidos com o Irã para tentar conter a crise regional. Teerã afirmou, nesta segunda-feira, que qualquer acordo com Washington dependerá da implementação de um cessar-fogo efetivo no Líbano.Nos últimos dias, Israel ampliou suas operações militares no sul do país vizinho. Na semana passada, o Exército declarou zona de combate toda a área ao sul do rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira, e anunciou o avanço de tropas além do rio Litani. No domingo, as Forças Armadas israelenses informaram ter assumido o controle da fortaleza de Beaufort, posição estratégica que domina parte do sul do Líbano.PublicidadeO ministro da Defesa israelense afirmou que a operação busca criar uma área sob controle militar, livre da presença de combatentes e armamentos do Hezbollah. O grupo, por sua vez, continua realizando ataques com drones contra posições israelenses no sul do Líbano e no norte de Israel.Em meio à escalada, Washington tenta manter abertas as negociações entre os dois países. Segundo uma fonte do governo americano, os Estados Unidos propuseram um plano que prevê o fim dos ataques do Hezbollah em troca da contenção das operações israelenses em Beirute. Uma nova rodada de conversas está prevista para esta semana na capital americana.De acordo com autoridades libanesas, mais de 3.410 pessoas morreram no país desde o início da guerra, em março, e mais de um milhão foram deslocadas. Do lado israelense, o número de mortos chegou a 26 após a confirmação da morte de mais um soldado nesta segunda-feira. /AFPLeia tambémConselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência sobre conflito no LíbanoEUA e Irã trocam ataques e ampliam incerteza sobre acordo para encerrar guerraTrump envia condições mais duras ao Irã para acordo de paz, dizem autoridades
Israel ordena bombardeios em reduto do Hezbollah em Beirute; ONU discute escalada no Líbano
Ataques foram autorizados após acusações de violações do cessar-fogo; ofensiva ocorre enquanto o Conselho de Segurança da ONU se reúne para tratar do agravamento do conflito












