A cada Copa do Mundo, o Brasil se veste de verde e amarelo, discute lista de convocação, saboreia dribles e questiona eventuais pênaltis. Por semanas, jogo após jogo, o país torce e se une. Uma pergunta, no entanto, se esconde por trás do time escalado: a infraestrutura que alicerça o esporte nacional, antes mesmo dos talentos serem descobertos, é eficiente?
A resposta está menos no gramado iluminado dos grandes estádios e mais nos campos de terra batida, nas quadras sem cobertura e nos projetos de esporte educacional que batalham por recursos para sua manutenção.
Existe uma Copa em potencial que o Brasil não vê: a de meninas e meninos que poderiam encontrar no esporte um caminho de formação, saúde, convivência e futuro, mas desistem antes que alguém perceba seus lances e habilidades para o esporte e para a vida.
Lances e habilidades que vão muito além de passes e gols. Para que uma criança se desenvolva na atividade esportiva, é preciso que haja organizações fortalecidas, com condições de planejar e executar projetos de forma contínua.
A LIE (Lei de Incentivo ao Esporte) nasceu justamente para aproximar empresas, poder público e sociedade civil desse desafio. Ela permite que recursos do imposto de renda devido por pessoas físicas e jurídicas sejam destinados a projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte.
