Uma escolta de seguranças com escudos blindados cerca Iván Cepeda, líder da corrida pela Presidência da Colômbia, toda vez que ele sobe ao palco de um comício. Seu principal adversário, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, discursa atrás de um vidro blindado. A terceira colocada nas pesquisas, Paloma Valencia, tem esquema de proteção reforçado pelo governo.
Todos denunciaram ameaças de morte ao longo da campanha para as eleições que ocorrem neste domingo (31), quase um ano após o então pré-candidato à Presidência Miguel Uribe sofrer um atentado a bala durante um comício. O político, cuja mãe foi uma jornalista sequestrada e morta por ordem de Pablo Escobar na década de 1990, morreu dois meses depois.
Se a situação não é comparável às décadas mais duras do conflito armado que provocou mortes em série de políticos, líderes de movimentos sociais e jornalistas no século 20, tampouco é o que a população esperava estar vivendo dez anos após o Acordo de Paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Na semana passada, o senador Alexander López sofreu um ataque a balas na rodovia que liga Popayán a Cali, conhecida pela presença de grupos criminosos. Em fevereiro, a senadora indígena Aida Quilcué, candidata a vice-presidente na chapa de Cepeda, foi sequestrada por um grupo armado e liberada horas depois.














