Segurança é tema central nas eleições presidenciais, vencidas no primeiro turno pelo candidato da extrema direita 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Apoiadores do candidato presidencial da Colômbia pelo partido Pacto Histórico, Ivan Cepeda, participam de um comício de campanha em Cali, Colômbia, em 6 de junho de 2026 — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 19:04 Bombardeio militar na Colômbia intensifica tensão antes das eleições A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais na Colômbia, um bombardeio militar matou nove membros do principal cartel de narcotráfico, aumentando a tensão em um pleito polarizado entre extrema direita e esquerda. O candidato ultradireitista, que venceu o primeiro turno, defende ações rígidas contra o crime, enquanto o governo atual tenta negociar a paz com os cartéis. A segurança é um tema central na corrida eleitoral. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Nove integrantes do principal cartel de narcotráfico da Colômbia morreram em um bombardeio militar, informou nesta sexta-feira o comandante das Forças Armadas, a uma semana e meia do segundo turno da eleição presidencial, marcada por uma escalada da violência. O general Hugo López publicou na rede social X vídeos aéreos da explosão e fotos do material apreendido na operação, como fuzis, munições e carregadores. O ataque foi realizado em Chocó, departamento de floresta tropical no noroeste do país onde atua o Clã do Golfo. O governo mantém negociações com o cartel desde o ano passado, no Catar. A poderosa organização, de origem paramilitar, é um dos diversos grupos armados responsáveis pela pior onda de violência enfrentada pela Colômbia na última década. Os colombianos irão às urnas em 21 de junho para escolher o novo presidente entre Iván Cepeda, candidato do partido governista de esquerda, e Abelardo de la Espriella, um outsider que promete combater o narcotráfico com mão firme e apoio dos Estados Unidos. O candidato de ultradireita venceu o primeiro turno em maio por uma margem estreita, defendendo um discurso de fortalecimento da segurança pública após as tentativas do presidente Gustavo Petro de negociar o desarmamento de todos os grupos armados do país. O Clã do Golfo e outras organizações ligadas ao narcotráfico se fortaleceram durante as iniciativas de diálogo promovidas por Petro, o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia. A expectativa é que parte dos integrantes desses grupos chegue nas próximas semanas a zonas rurais especiais designadas pelo governo para a negociação de acordos. No entanto, o advogado do cartel reconheceu recentemente que será "impossível" assinar um acordo definitivo de paz com Petro. A crise de segurança é uma das principais preocupações dos colombianos em um país marcado por mais de seis décadas de conflito armado. O candidato de esquerda Iván Cepeda foi um dos idealizadores da política de paz de Petro. Em entrevista à AFP na quinta-feira, afirmou estar disposto a promover as "mudanças" que forem "necessárias" nessa estratégia. Favorito em uma pesquisa recente, De la Espriella promete ampliar os bombardeios, construir megapresídios e intensificar as ofensivas contra grupos criminosos com apoio dos EUA, especialmente após receber o respaldo do presidente americano, Donald Trump.
A uma semana do segundo turno, militares matam 9 membros do principal cartel de narcotráfico da Colômbia
Segurança é tema central nas eleições presidenciais, vencidas no primeiro turno pelo candidato da extrema direita







