Nem um mês separou o primeiro turno das eleições da Colômbia, no dia 31 de maio, do segundo, neste domingo (21). Mas foi tempo suficiente para deixar a população exausta.
"Tenho a impressão de que se trata mais de mensagens de ódio do que de debates lógicos", afirma o arquiteto Diego Jaramillo, 27, de uma praça na zona central de Bogotá, na véspera da votação. "Isso afeta a convivência dentro do país. Em vez de debatermos, acabamos discutindo por um lado ou pelo outro. E quem não pensa da mesma forma é visto como inimigo."
A fadiga é reflexo da fratura revelada na votação do final de maio. Contrariando quase todas as pesquisas de intenção de voto, o esquerdista Iván Cepeda, 63, aliado do presidente Gustavo Petro, ficou quase três pontos percentuais atrás de Abelardo de la Espriella, 47, que chegou a 43,7% dos votos válidos.
Levantamentos feitos desde então mostram que a tendência se mantém. Ao longo dessas três semanas, o outsider de ultradireita rondou os 50% dos votos, cerca de sete pontos percentuais acima do senador, de acordo com uma pesquisa da empresa brasileira Atlas Intel.
O último levantamento, divulgado no dia 13 de junho, mostrava Espriella com 50,9% dos votos, Cepeda com 43,1% e nulos, brancos e indecisos com 5,9%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.














