O fracasso de Gustavo Petro na segurança pública e na negociação com as guerrilhas não resultou em aversão clara do eleitorado, que participa do pleito presidencial neste domingo (31), à continuidade da esquerda no governo da Colômbia.

No país assolado há mais de 60 anos por brutais conflitos armados, mesmo depois do acordo de paz de 2016 com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o tema segue no centro do debate. A violência permanece no topo das preocupações dos colombianos, em meio a uma acirrada disputa territorial entre guerrilhas e grupos paramilitares convertidos ao narcotráfico.

Segundo a mais recente pesquisa Invamer, o senador Iván Cepeda —candidato do Pacto Histórico e pupilo de Petro— tem 44,6% das intenções de voto, seguido pelo advogado criminalista Abelardo de la Espriella, de ultradireita, com 31,6%. Em terceiro, com 14%, está a senadora Paloma Valencia, apoiada pelo ex-presidente de centro-direita Álvaro Uribe.

As eleições legislativas, em março, já haviam indicado o vigor da esquerda ao consolidar o Pacto Histórico como a maior força política no Senado.

A taxa oficial de pobreza da Colômbia é de 31,6%, e, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB do país deve crescer 2,3% neste ano. No âmbito da economia, os candidatos manifestam as diferenças históricas entre os dois espectros ideológicos.