Uma viagem mágica, de sonhos, ao lado das filhas e de amigos com passeios na neve, visita ao Papai Noel na Lapônia e imagens espetaculares da aurora boreal. É assim que a empresária Roberta Luchsinger, 41, resume o passeio de cinco dias pela Finlândia, em janeiro de 2025, na companhia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a mulher dele, Renata, e filhos. A mesma viagem que ganhou manchetes como "Lulinha foi à Finlândia bancado por lobista em hotel com diária de R$ 37 mil".

As despesas de viagem, as contas bancárias, os contratos e até o closet de Roberta, repleto de bolsas e roupas de grife, viraram objeto de investigação da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

"Desde dezembro, sou criminalizada, julgada e ameaçada de todas as formas por ser amiga do filho do presidente Lula", diz a herdeira de um ex-acionista do antigo banco Credit Suisse, ao reafirmar laços com Fábio e a mulher dele, Renata. "Minha melhor amiga."

Amizade sacramentada com a mesma tatuagem de um R da inicial do nome de ambas no pulso esquerdo e em memórias registradas em inúmeras fotos do casal que Roberta mostra no iPad.

Uma delas foi parar em um porta-retrato de madrepérola na estante da suíte master do apartamento da empresária em um bairro nobre de São Paulo, alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal em 18 de dezembro do ano passado.