Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. — Foto: Ricardo Stuckert / PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 12:13 Lula critica proposta dos EUA de tarifas e culpa família Bolsonaro Em discurso eleitoral, o presidente Lula atribuiu à família Bolsonaro a proposta dos EUA de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Lula afirmou ter discutido um acordo com Trump, ainda não finalizado. O relatório americano critica práticas brasileiras como o Pix e comércio digital. O governo brasileiro considera a proposta dos EUA sem fundamento técnico e busca alinhar estratégias para negociação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em um discurso em tom eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva associou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL), à proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Na fala em Catalão (GO), o presidente também disse ter combinado com o presidente americano, Donald Trump, para fechar um acordo, durante a reunião no mês passado nos EUA. Porém, esse acordo ainda não foi fechado. – Eu disse pro Trump: "Tem uma divergência aqui entre o seu ministro do comércio e o meu, então vamos dar 30 dias para eles provarem quem é que está certo; se eu estiver errado eu aceito e se você tiver errado você aceita". E demos 30 dias, até agora já conversaram três vezes e houve acordo – afirmou. A fala ocorreu horas após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir a investigação comercial aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e recomendar a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para uma série de itens. Lula também criticou a família Bolsonaro. – Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São vendilhões da Pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores – disse. O que diz o relatório O relatório divulgado pelo governo americano afirma que determinadas políticas e práticas do Brasil seriam "irrazoáveis" e prejudicariam empresas dos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o Pix, questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção. Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro consideraram a proposta sem fundamento técnico consistente e classificaram como "absurda" a inclusão de alguns argumentos apresentados pelos americanos. Ao mesmo tempo, auxiliares do presidente Lula avaliam que o resultado poderia ter sido mais severo, já que a tarifa sugerida ficou em 25% e o documento prevê uma ampla lista de exceções, além de mencionar a possibilidade de um acordo entre os dois países. A expectativa é que o encontro desta terça-feira sirva para alinhar a estratégia do governo diante da nova escalada comercial. Entre as alternativas em análise estão a manutenção das negociações com Washington, por meio do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Donald Trump em maio, e eventuais medidas de resposta com base nos instrumentos previstos pela Lei da Reciprocidade Econômica. Veja abaixo os próximos passos: Até 22 de junho de 2026: Prazo máximo para o envio de solicitações de comparecimento à audiência pública, acompanhadas de um resumo do depoimento.Até 1º de julho de 2026: Prazo para o envio de comentários por escrito sobre as medidas propostas pelo USTR.6 de julho de 2026: Realização da audiência pública oficial pelo USTR para debater as ações propostas.15 de julho de 2026: Prazo limite legal para a definição e aplicação das medidas corretivas contra o Brasil. .