Defesa de Roberta Luchsinger afirma que apuração perdeu o objeto e diz que está sendo alvo de "fishing expedition" e devassa em sua vida pessoal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Roberta Luchsinger — Foto: Reprodução/Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 20:12 Roberta Luchsinger pede ao STF arquivamento de investigação sem provas concretas envolvendo Lulinha. A empresária Roberta Luchsinger solicitou ao STF o arquivamento de uma investigação alegando que seu alvo é apenas sua amizade com Lulinha, filho do presidente Lula. Sua defesa argumenta que a apuração perdeu sentido, já que os pagamentos que recebeu, fruto de serviços de consultoria, não envolvem Lulinha. A investigação, segundo seus advogados, virou uma "fishing expedition" sem elementos concretos e impacta o período eleitoral. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A empresária Roberta Luchsinger pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que encaminhe à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de arquivamento da investigação em que é alvo. Em petição apresentada nesta segunda-feira, a defesa sustenta que Roberta passou a ser investigada apenas por manter uma "amizade íntima" com o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e afirma que não há mais elementos que justifiquem a continuidade das apurações. No pedido, os advogados afirmam que a hipótese inicial da investigação, de que pagamentos recebidos por Roberta teriam como destinatário final Lulinha, já foi afastada pelos próprios elementos reunidos pela Polícia Federal. Segundo a defesa, a manutenção das diligências representa uma tentativa de ampliar artificialmente o objeto do inquérito e pode produzir impactos políticos em pleno período eleitoral. "A atração artificial da peticionária para o presente caso tem um motivo determinante: sua amizade íntima com o filho do atual presidente da República", afirma a defesa. Os advogados Bruno Salles e Marco Antonio Chies Martins sustentam ainda que a investigação passou a "criminalizar" uma relação de amizade estritamente pessoal e pública, sem apresentar qualquer elemento financeiro que a vincule ao suposto esquema investigado. Roberta é investigada por supostos pagamentos recebidos do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores centrais das fraudes em descontos associativos. A defesa, porém, afirma que os valores recebidos decorreram de serviços de consultoria prestados para um projeto voltado à regulamentação do mercado de canabidiol no Brasil e que todos os pagamentos foram formalizados por contrato e notas fiscais. Os advogados também sustentam que os depoimentos já colhidos na investigação corroboram a existência efetiva dos serviços prestados e reforçam que não há qualquer evidência de repasses financeiros para Lulinha. Segundo a petição, os próprios relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e os extratos bancários apresentados pela defesa não identificam uma única transferência entre Roberta e o filho do presidente. Um dos principais argumentos apresentados à Corte é que a investigação teria extrapolado seu objeto original e passado a buscar novos fatos sem base concreta. A defesa afirma que, depois de não encontrar elementos que confirmassem a hipótese inicial, a Polícia Federal passou a avançar sobre a vida privada de Roberta, suas amizades e relações pessoais. Na petição, os advogados classificam esse movimento como uma "fishing expedition" — expressão utilizada no direito para definir investigações genéricas realizadas na expectativa de encontrar algum elemento incriminador. Eles citam precedente do próprio STF para sustentar que esse tipo de prática é vedado e afirmam que a investigação deixou de buscar fatos relacionados ao suposto esquema do INSS para promover uma devassa na vida pessoal da empresária. A defesa também afirma que a permanência da investigação pode favorecer novos vazamentos seletivos e ser utilizada politicamente durante a campanha eleitoral. Segundo os advogados, embora Lulinha não seja formalmente investigado, o caso envolve diretamente o filho de um dos principais candidatos à Presidência da República, o que exigiria maior cautela.