Sindicatos de aeroviários (funcionários de companhias aéreas que trabalham em terra) e aeronautas (pilotos e comissários de bordo) defendem redução da jornada dos trabalhadores da aviação e reclamam da postura do setor em relação à PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6x1, aprovada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27).
Álvaro Quintão, advogado do SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários), diz que a entidade quer a adoção da escala 5x2 para esses trabalhadores. A categoria inclui aqueles que trabalham em serviços como check-in, embarque e desembarque de bagagens, manutenções dos aviões, operações de equipamentos, controle de tráfego aéreo, entre outras funções.
Segundo o advogado, o SNA teve um avanço considerável na última negociação com as companhias aéreas. "Pela primeira vez as empresas não demonstraram uma rejeição muito forte à escala 5x2. Não aceitaram ainda, não incluíram na convenção, mas já não foram tão resistentes", afirma.
No entanto, ele diz que, em paralelo, a categoria vê dificuldade para implantação da escala 5x1, homologada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) em fevereiro após convenção coletiva. Nesse modelo, os aeroviários trabalham cinco dias consecutivos e folgam um, o que reduz o tempo contínuo de trabalho em comparação ao modelo mais comum (a escala 6x1). A mudança também garante mais folgas ao longo do mês












