Um auditor do Banco Central responsável por supervisionar bancos trocou mensagens com Daniel Vorcaro questionando o dono do Master sobre as garantias oferecidas ao Rioprevidência (Fundo Único de Previdência do Estado do Rio de Janeiro) em caso de quebra da instituição financeira.

Os diálogos, acessados pela Polícia Federal em celulares apreendidos de Vorcaro, constam em representação que fundamentou a última fase da Operação Compliance Zero, na terça-feira (26). A ação teve como principal alvo o ex-governador Cláudio Castro (PL), do Rio.

Em abril de 2025, Márcio Contador Camargo, chefe da Subunidade de Supervisão Bancária do Banco Central, enviou a Vorcaro uma reportagem da Folha que cita um depoimento de Euchério Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos do Rioprevidência, ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio de Janeiro.

A reportagem relatava que o depoimento foi dado após o fundo ter abandonado aplicações em grandes bancos para concentrar recursos em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.

Euchério afirmou, no depoimento, que o Master possuía uma carteira de crédito consignado junto ao Rioprevidência e que, em caso de quebra do banco, o fundo previdenciário conseguiria recuperar as perdas em 23 meses com a receita proveniente dessa carteira.