O símbolo adinkra Sunsum, originário do povo Akan, em Gana, representa uma energia invisível que anima o corpo e a alma. É uma força ligada à intuição, à intenção e à coletividade —uma espécie de elo espiritual entre indivíduo e comunidade. Foi nesse conceito ancestral que a cantora baiana Melly encontrou o eixo para "Mais Forte que a Dúvida", seu segundo álbum de estúdio, que será lançado nesta quinta-feira (28), no qual transforma insegurança em afirmação.
"A dúvida é da cabeça, a certeza é da alma", resume a artista sobre o trabalho. Se em "Amaríssima", disco de estreia indicado ao Grammy Latino, Melly parecia expor as feridas do coração sem filtros, agora ela busca um lugar de maior inteireza. "Em ‘Amaríssima’, eu coloquei meu coração. Agora, quis colocar minha alma", afirma.
O novo álbum nasce desse movimento de voltar-se para dentro. Durante o processo de composição, Melly mergulhou em leituras sobre espiritualidade africana, corpo e consciência coletiva. Foi então que encontrou os símbolos adinkra, sistemas gráficos ancestrais usados para transmitir ensinamentos e valores nas culturas da África Ocidental. "São mensagens que fazem com que o subconsciente se conecte com essa noção de coletividade, de espiritualidade, de vida", diz.








