Formada na cena da música afro-baiana de Salvador há cerca de 30 anos, a percussionista Michelle Abu lança seu segundo álbum, Qual É o Tambor.
O disco reúne participações de Karol Conká, Otto, Catto, Lirinha, Paulinho Santos, ex-integrante do Uakti, e do coral indígena Os Guaranis. Nas faixas, Michelle canta, toca bateria e percussão, costurando ritmos tradicionais a uma sonoridade contemporânea.
A artista conta que as músicas nasceram de “grooves percussivos” estudados durante a pandemia. A partir deles, o álbum foi ganhando corpo, atravessado por carimbó, pagodão baiano, baião, música indígena e toques afro-religiosos.
“Sou apaixonada pela cultura brasileira. Gosto de visitar as manifestações culturais. Não é só pegar um disco e escutar. É ir lá, sentir o cheiro, comer a comida, ouvir os sons que estão acontecendo naquela manifestação. É uma coisa minha de pesquisadora que ainda quero intensificar”, diz.
Michelle cita duas experiências recentes que alimentaram sua criação: o Sairé, em Alter do Chão, no Pará, onde tocou ao lado de mestres do carimbó, e o Bembé do Mercado, celebração afro-brasileira realizada em Santo Amaro, na Bahia.














