Por muitas décadas, a pioneira da música eletrônica brasileira Jocy de Oliveira foi uma das principais responsáveis por contar a própria história. Durante seus quase 70 anos de carreira, fez questão de recapitular a própria trajetória na peça "Berio Sem Censura" (2012) e nos livros "Diálogos com Cartas" (2014) e "Alucinações Autobiográficas" (2024), entre muitas outras obras.

Agora, a artista multimídia finalmente ganha um retrato de sua trajetória a partir de outro ponto de vista com o filme "Universo Circular", dirigido por Dácio Pinheiro em colaboração com o Sesc TV. O longa documental terá sua pré-estreia neste sábado, com uma apresentação de Jocy e um bate-papo com o diretor na Estação Motiva Cultural, na Sala São Paulo.

O filme, que terá sua estreia oficial no Brasil no festival de documentários musicais In-Edit, também fez parte da mostra portuguesa IndieLisboa. Com produção e supervisão sonora do músico Paulo Beto, estudioso de longa data da obra de Oliveira, o documentário ainda participará de exibições em festivais ao redor do Brasil e do mundo.

"Creio que com a idade temos mais coragem de nos expormos", fala Oliveira, que abriu sua casa e a relação com seu parceiro e filho no filme, à Folha por e-mail. "É muito gratificante e um reconhecimento importante ao meu trabalho."