O músico Pupillo começou como baterista do Nação Zumbi – liderado por Chico Science – logo depois do lançamento do Da Lama ao Caos (1994). Foram anos impactantes na música brasileira. Ele foi até 2018 com o a banda, quando decidiu mergulhar na carreira de produtor e acabou se tornando um dos melhores do ramo. Agora, Pupillo lança seu primeiro álbum solo.
“O Nação Zumbi me proporcionou toda a minha trajetória”, diz em entrevista a CartaCapital. Ele conta que ao acompanhar de perto a produção no Rio de Janeiro do segundo álbum da banda com Chico Science o deixou fascinado. “Foi daí que despertei o interesse em produzir e abrir outras frentes de trabalho que não fosse só o meu instrumento ou a composição”, conta.
Para Pupillo, o álbum Afrociberdelia, que completa 30 anos de lançamento, é um marco por estabelecer uma conexão forte entre a música brasileira e a música de do País. “A gente utiliza a nossa cultura como matéria-prima, e acha uma maneira dessa matéria-prima se conectar com o restante do mundo”, explica.
O músico lembra que na época o Nordeste havia colocado artistas da cultura popular, como Lia de Itamaracá e Metre Salustiano, no ostracismo, “com muita dificuldade para manter aquela cultura viva”. Mas, de acordo com Pupillo, “o movimento [Manguebeat] chega com a força de resgatar essa autoestima” quando passa a utilizar elementos da cultura popular.
















