Depois de um show em Santa Cruz do Sul, cidade do Rio Grande do Sul em que Belchior vivia recluso, longe do público e da mídia, Zeca Baleiro decidiu ir à casa do colega. No encontro, tentou convencê-lo a voltar a gravar um disco, oferecendo seu estúdio em São Paulo. Não teve sucesso.
Baleiro foi o último artista do primeiro time da música brasileira a encontrar-se com Belchior. O artista cearense manteve-se isolado naquela cidade até morrer, em 2017. À época do encontro, pediu ao colega maranhense que não divulgasse seu paradeiro.
Esta é uma das histórias contadas pelo cantor e compositor em A Casca no Caibro, autobiografia a ser publicada em julho, de forma independente, por sua própria editora, a Ponto de Bala. Em seguida, será lançado outro livro, no qual relata o burnout que o acometeu há dez anos.
“Tive um apagão por excesso de trabalho. Fui fazer tratamento, um quase retiro, porque artista proletário não pode se dar ao luxo de não fazer show – eu fazia tomando antidepressivo”, conta em entrevista a CartaCapital.
Os dois livros fazem parte das realizações do cantor e compositor para marcar seus 60 anos, completados em abril. Nesse mês, ele lançou o projeto Zeca 60, uma revisitação de sua obra em 60 canções divididas em quatro álbuns.












