Na década de 1980, um jovem maranhense de 17 anos assistia, maravilhado, aos shows de um mestre baiano que embalava o Brasil com hinos como "Tropicana" e "Pelas ruas que andei". O garoto era Zeca Baleiro; o homem no palco, Vicente Barreto. Décadas depois, a admiração mútua e as memórias afetivas do interior nordestino finalmente ganham corpo em formato de álbum.
Nesta quinta-feira (28), os artistas lançam "Sembal", um projeto de inéditas que celebra essa união de gerações.
Embora a primeira parceria da dupla tenha nascido em 2010, foi o isolamento da pandemia que reascendeu a chama criativa dos dois. O estopim veio por intermédio da cantora Luzia Dvorek, que deu o número de telefone de Vicente para Zeca. O telefonema que se seguiu resultou em um fluxo intenso de composições. Vicente enviava melodias de seu refúgio e Zeca, mesmo imerso na rotina urbana de São Paulo, respondia com letras que resgatavam um imaginário guardado no peito: o circo, a poeira das estradas, a infância e a vida nos povoados do Nordeste.
Dessa safra que ultrapassou 30 canções, 12 foram selecionadas para integrar "Sembal". O álbum sai pelo selo Saravá Discos, com distribuição da ONErpm, e traz uma produção assinada por Rafa Barreto, filho de Vicente.










