Reunião no STF sobre socorro do BRB — Foto: Luiz Silveira/STF O ex-secretário Gustavo Rocha deixou a chefia da Casa Civil do Distrito Federal em abril. Foi exonerado a pedido, dentro do prazo de desincompatibilização para poder disputar as eleições. Beleza. Mesmo sem cargo no governo, Rocha participou nesta terça-feira da reunião no STF para discutir a participação da União no socorro ao BRB. E na condição de “representante do GDF”, como consta no termo de audiência que foi divulgado pelo Supremo em seu portal. Pela Constituição, a representação judicial e a consultoria jurídica dos Estados e do Distrito Federal são exercidas por procuradores organizados em carreira. Questionado sobre o motivo de sua participação, o GDF não respondeu. Especialistas ouvidos pela coluna divergem sobre o caso. Enquanto uns sustentam que a representação é irregular e, eventualmente, poderia levar a uma contestação do acordo, há quem avalie que a simples presença na reunião não seria ilegal, desde que Rocha não tenha atuado juridicamente. Em uma foto divulgada pela Corte, o ex-chefe da Casa Civil aparece num sofá, fora da mesa mediada por Luiz Fux. Além dele, segundo o termo de audiência, representaram o GDF Celina Leão e Valdivino de Oliveira, secretário de Economia. Por outro lado, a participação do ex-secretário pode ter implicações eleitorais, segundo especialistas. Isso porque quem precisa se desincompatibilizar deve fazê-lo de direito, ou seja, fazer o respectivo processo de afastamento, e também de fato. Significa que, se for demonstrado que uma pessoa se desincompatibilizou apenas no papel, mas seguiu exercendo sua função pode ser considerada inelegível e ter o registro de candidatura impugnado. Filiado ao Republicanos, Rocha é cotado para ser o vice na chapa de Celina Leão (PP). Advogado, o ex-secretário tem bom trânsito em tribunais superiores, sobretudo no STJ.