Relatório aponta 75% de chance de que temperatura média fique acima de 1,5°C em relação ao período pré-industrial e cita influência do El Niño Sol — Foto: Pexels RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 05:52 ONU alerta para recorde de aquecimento global até 2030 com risco elevado A ONU alerta que as temperaturas globais devem permanecer em níveis recordes entre 2026 e 2030, com 75% de chance de média acima de 1,5°C em relação ao período pré-industrial, influenciadas pelo El Niño. A OMM destaca que o Ártico aquecerá mais rápido, com invernos até 2,8°C acima da média recente. Embora improvável, um aquecimento de 2°C é monitorado, reforçando a urgência das metas climáticas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As temperaturas médias globais devem permanecer "em níveis recordes ou quase recordes" entre 2026 e 2030, segundo alerta divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU). O novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima em 75% a probabilidade de que a média desses cinco anos ultrapasse em mais de 1,5°C os níveis pré-industriais. A previsão reforça a tendência observada na última década. De acordo com a OMM, os anos entre 2015 e 2025 foram os 11 mais quentes já registrados, cenário que deve continuar nos próximos anos. O boletim anual e decenal sobre o clima global, elaborado pelo Serviço Meteorológico do Reino Unido com dados de 13 institutos internacionais, também considera "provável" — em 86% — que ao menos um ano entre 2026 e 2030 supere o recorde atual de calor, registrado em 2024. — Há previsão de um episódio de El Niño até o fim de 2026, o que aumentou as chances de que o ano seguinte, 2027, seja o próximo ano recorde — declarou Leon Hermanson, principal autor do relatório. Segundo a OMM, as previsões de temperatura no centro do Pacífico tropical indicam "uma tendência preocupante de condições de El Niño", sobretudo em 2027 e 2028. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento da superfície do oceano Pacífico equatorial e costuma alterar padrões climáticos em diversas regiões do planeta. O último episódio, entre 2023 e 2024, esteve associado a um dos períodos mais quentes desde o início dos registros meteorológicos. Planeta seguirá acima de níveis históricos de aquecimento Segundo o relatório, a temperatura média da superfície do planeta deve permanecer entre 1,3°C e 1,9°C acima dos níveis pré-industriais — referência calculada a partir do período entre 1850 e 1900. A OMM também considera "muito provável" — em 91% — que o planeta ultrapasse temporariamente o patamar de 1,5°C acima da era pré-industrial em pelo menos um dos anos entre 2026 e 2030. Esse limite já havia sido superado em 2024, quando a temperatura média global ficou cerca de 1,55°C acima dos níveis históricos. Por outro lado, o boletim considera "extremamente improvável" — menos de 1% de chance — que o aquecimento global ultrapasse 2°C acima da média pré-industrial em qualquer um dos próximos cinco anos. A agência da ONU ressalta, no entanto, que os limites de 1,5°C e 2°C previstos no Acordo de Paris se referem a aquecimento de longo prazo, normalmente medido ao longo de duas décadas. Isso significa que superar esses valores em anos isolados não representa automaticamente o fracasso das metas climáticas internacionais. Ainda assim, segundo a OMM, essas ultrapassagens temporárias tendem a se tornar mais frequentes à medida que o planeta continua aquecendo. Ártico deve aquecer mais rápido que o restante do planeta O relatório também aponta preocupação com o Ártico, onde o aquecimento deve continuar em ritmo superior ao observado no restante do planeta. Nos próximos cinco invernos prolongados do hemisfério norte — entre novembro e março —, a temperatura na região ártica poderá ficar 2,8°C acima da média registrada entre 1991 e 2020. As previsões indicam ainda redução da cobertura de gelo nos mares de Barents, Bering e Okhotsk entre 2026 e 2035. Além disso, a OMM projeta aumento das chuvas acima da média nas altas latitudes do hemisfério norte durante os próximos invernos prolongados.
ONU prevê que temperaturas globais permaneçam 'em níveis recordes ou quase recordes' entre 2026 e 2030
Relatório aponta 75% de chance de que temperatura média fique acima de 1,5°C em relação ao período pré-industrial e cita influência do El Niño











