No futuro, o mercado quer também explorar o segmento de seguros contra de desastres naturais Foto: Tiago Queiroz/Estadão - 14/02/2025A Galapagos Capital planeja estruturar de 10 a 12 novas emissões de Letras de Risco de Seguro (LRS) até o final deste ano, depois de ter já ter liderado três operações desde dezembro de 2025. Inspirado nas Insurance-linked securities (ILS), o instrumento funciona como uma alternativa ao modelo tradicional de resseguro, ao transferir riscos de uma apólice para investidores no mercado de capitais.PUBLICIDADEOs títulos só podem ser emitidos por uma Sociedade Seguradora de Propósito Específico (SSPE), que depende de aval da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Além da Galapagos, o IRB (Re) também tem uma SSPE, a Andrina, que fez a primeira emissão do mercado há um ano. A terceira SSPE é a Ariel, fundada de forma independente.Em dezembro, a Galapagos estreou com uma operação de R$ 100 milhões com base em risco do seguro garantia. Na sequência, em abril, a gestora conduziu mais uma, de R$ 13,5 milhões, que viabilizou um negócio de fusão e aquisição (M&A) no agronegócio. A mais recente resultou em uma captação de R$ 126 milhões para cobrir seguros de crédito de uma grande varejista, com parceria da Avla Seguros, da Tivio Capital e da fintech Marvin.Ideia é expandir para outras áreasNas próximas emissões, a ideia é expandir o escopo para além das modalidades vinculadas a crédito e garantia judicial, afirmou o sócio da área de seguros da Galapagos Capital, Roberto Takatsu. As opções em estudo incluem riscos ligados ao agro, planos de saúde e seguros de vida, entre outros. No futuro, o mercado quer também explorar o segmento de desastres naturais, muito usado no exterior. “Esse é um instrumento muito flexível que pode atuar em várias frentes”, diz Takatsu.Já a Ariel SSPE planeja lançar a emissão inaugural até o final de julho e mira “mais algumas” até o final do ano, de acordo com o sócio controlador, Rodrigo Botti. Ele vê potencial para as LRS movimentarem entre R$ 30 bilhões e R$ 100 bilhões por ano em médio prazo. “Nós somos agnósticos em relação à linha de negócio - estudamos riscos como o patrimonial, agronegócio, catástrofe, entre outros”, diz Botti.PublicidadeEsta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 27/05/2026, às 12:02A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.