Operação de resgate com o helicóptero do Corpo de Bombeiros na Região Metropolitana, durante as enchentes no Rio Grande do Sul Foto: Lauro Alves/SecomA Superintendência de Seguros Privados (Susep) tem avançando nas discussões sobre uma eventual implementação do seguro catástrofe, conjunto de mecanismos de proteção financeira destinado a cobrir perdas causadas por eventos climáticos extremos. A autarquia espera publicar um relatório abrangente sobre o tema até o final de junho, conforme revelou o superintendente do órgão, Alessandro Octaviani, em entrevista à Broadcast. PUBLICIDADEO documento está sendo elaborado por um grupo de trabalho que reúne cerca de 60 representantes do setor. Até o final desta semana, a versão preliminar deve apresentada aos participantes, que terão mais 15 dias para fazer os últimos apontamentos. Na sequência, os estudos serão consolidados em um relatório final. “Esse documento terá entre 60 e 80 páginas vai conter não só um diagnóstico do que está acontecendo, mas um conjunto de proposições para a elaboração de uma política de resiliência financeira contra desastres naturais”, explicou Octaviani, durante o Encontro de Resseguro, que acontece entre hoje e amanhã no Rio de Janeiro. A criação do instrumento é uma das pautas mais discutidas no setor nos últimos anos. O tema ganhou importância após a sucessão de eventos climáticas adversos, como as enchentes no Rio Grande do Sul, entre abril e maio 2024. Os episódios expuseram o baixo nível de cobertura securitária, com prejuízos para as contas públicas. No caso do RS, as indenizações somaram R$ R$ 6 bilhões até setembro daquele ano, uma fração dos R$ 88,9 bilhões em perdas estimadas, segundo estudo da Susep, com base em fontes externas. No segundo semestre, a Susep vai formar um outro grupo de trabalho para discutir soluções relacionadas à infraestrutura. “As catástrofes climáticas arrebentam a infraestrutura do País. Precisamos lidar com as catástrofes, mas também com a reconstrução”, disse Octaviani. “Precisamos casar essas duas coisas”. Para o superintendente, a pauta deve avançar ao longo dos próximos meses e anos, independentemente do resultado das eleições presidenciais. “Não é uma agenda de governo. Essa é uma pauta de seguradores, segurados, da indústria, da economia”, citou. “É uma entrega ao Estado brasileiro. Publicidade