Texto foi aprovado e, agora, será analisado pelo plenário Comissão discute fim da escala 6x1 — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 17:45 Câmara aprova PEC para jornada de 40 horas semanais com 2 folgas A votação da PEC que altera a escala de trabalho 6x1 ocorreu na Câmara dos Deputados, articulada por Hugo Motta para evitar emendas ao texto. A proposta visa reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de folga, e foi aprovada em comissão especial. Motta buscou antecipar a votação para evitar alterações e garantir apoio do governo, enquanto a presença de ministros e vaias ao líder do PL marcaram o evento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Deputados aprovaram o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 em reunião da comissão especial que trata do tema, que durou seis horas, e foi marcada por bate-boca, vaias a parlamentares da oposição e sala cheia de manifestantes. Desde a abertura, a sessão foi marcada pela polarização do posicionamento entre a oposição e o governo. Com a forte presença de representantes de movimentos sindicais e trabalhadores na Câmara e na reunião, deputados do governo, inclusive o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), vestiam camisetas a favor do fim da escala. Votação do fim da escala 6x1 tem bate-boca e vaias Parlamentares da base do governo abriram a reunião criticando deputados de oposição, que declararam que vão apoiar o projeto de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que amplia a redução para uma escala 4x3. Os governistas alegam que o movimento acontece para inviabilizar a aprovação da PEC que foi negociada com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). — O que eles estão fazendo é tentar enterrar toda a proposta. E enterrar esse texto agora seria um prejuízo gigante. Eles não querem nem 4 por 3 e nem 5 por 2, eles querem continuar a 6 por 1 e estão fazendo uma manobra desonesta — afirmou a deputada Erika Hilton. A deputada de oposição Julia Zanatta (PL-SC) disse que o apoio anunciado ontem pelo líder Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) tem o objetivo de dobrar a aposta da proposta apoiada pelo governo em meio à pressão popular pela medida. — Ontem o meu líder fez uma declaração que o PL vai aderir à luta do 4x3 — disse a parlamentar que foi ironicamente aplaudida e vaiada por manifestantes na reunião — Vamos ver agora como quem propôs de fato essa proposta vai se posicionar no plenário da Câmara. É óbvio que estamos preocupados com a qualidade de vida do trabalhador, óbvio que a gente está preocupado se esse custo da mão de obra não vai recair no povo — completou. Os ânimos foram se tensionando com o passar da sessão, principalmente a partir do início da votação, pelas 16h, com o encaminhamento da posição dos partidos pelos líderes. Em seu discurso, a deputada Erika Hilton apontou que parlamentares da oposição apoiaram uma emenda ao projeto estendendo o período de transição para 10 anos. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), pediu direito de resposta, e chamou a deputada de “mentirosa” — Vou desmentir essa mentirosa que acabou de falar. Ela mentiu, não vai cortar minha palavra, eu vou provar que ela está mentindo (...) Quem assinou esta emenda foi o PP do Rio Grande do Sul e a deputada aqui sabe muito bem quem foi. Então não minta ao povo brasileiro, nós do PL somos a favor do trabalhador — disse o deputado sob vaias e gritos de “mentiroso”. Domingo, feriado, regimes especiais... Veja os principais pontos da PEC Mesmo com o desentendimento, o líder do PL encaminhou a favor do mérito do relatório, alegando que apresentará um destaque de preferência durante a votação da PEC no plenário para que passar na frente a PEC sugerida da deputada Erika Hilton (Psol-SP), para reduzir a jornada para 36 horas, sem prazo de transição. O destaque foi rejeitado. Após a rejeição dos cinco destaques apresentados, o líder do PL rapidamente se encaminhou para a saída da comissão, onde foi recebido por manifestantes a favor da redução da jornada, com vaias e gritos de protesto. Com o passo apertado em direção ao plenário, Sóstenes reiterou o posicionamento da oposição. — No plenário vamos apresentar destaque de preferência para fazermos a redução da jornada para 4x3. Enquanto isso, na sala da comissão especial, parlamentares do governo celebraram a aprovação da proposta com gritos de comemoração junto com representantes sindicais que estavam presentes, que erguiam cartazes em favor da redução da jornada. Os parlamentares ainda posaram para fotos com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, que compareceram à sessão para acompanhar a votação pessoalmente.