Motta convocou sessão às 15h e sinalizou a deputados do governo que proposta pode ser votada ainda hoje A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados discute propostas que tratam do fim da escala 6x1 — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 14:31 Câmara pode votar PEC que propõe 40 horas semanais e duas folgas A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala de trabalho 6x1 e estabelece duas folgas semanais pode ser votada na Câmara dos Deputados hoje. O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou sessão às 15h para acelerar a aprovação. A PEC reduz a carga horária de 44 para 40 horas semanais, mantendo salários, e requer apoio de 308 deputados. A aprovação visa envio rápido ao Senado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 entrou na pauta e pode ser votada no Plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira. A Casa realizou uma sessão de oito minutos nesta manhã para permitir a análise ainda nesta tarde. O relatório está sendo discutido em reunião na comissão especial que analisa o tema. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou uma sessão às 15h, em uma estratégia para permitir a aprovação da PEC ainda hoje. Será necessário o voto de pelo menos 308 dos 513 deputados . A votação será em dois turnos. Mais cedo, uma sessão no plenário foi aberta às 8h03, pelo deputado federal Charles Fernandes (PSD-BA). A reunião durou oito minutos e contou apenas com o pronunciamento do deputado Jorge Solla (PT-BA), que defendeu a votação da PEC. Entenda a proposta que estabelece o fim da escala 6x1 A abertura da sessão foi uma manobra para driblar o prazo de pedido de vista apresentado pela oposição para análise do relatório do deputado Léo Prates (Republicanos-BA) da PEC. Isso viabilizou que a comissão especial começasse a analisar em reunião aberta às 11h desta quarta. Governistas receberam sinalização de Hugo Motta de que a proposta pode ser votada ainda hoje. O presidente da Câmara pretende repassar o projeto ao Senado ainda nesta quarta, e se irritou com o movimento de deputados da oposição, que declararam que devem apresentar requerimento de urgência para a proposta da deputada Erika Hilton que reduz a jornada para uma escala 4x3. Parlamentares da base do governo alegam que o movimento acontece para inviabilizar a aprovação da PEC que foi negociada com Motta. — O que eles estão fazendo é tentar enterrar toda a proposta. E enterrar esse texto agora seria um prejuízo gigante. Eles não querem nem 4 por 3 e nem 5 por 2, eles querem continuar a 6 por 1 e estão fazendo uma manobra desonesta — afirmou a deputada Erika Hilton em reunião da comissão nesta quarta. O texto foi apresentado na segunda-feira, após um acordo fechado entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A proposta prevê a redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho em uma transição de um ano. Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação, ou seja, quando entra em vigor após ser aprovado no Congresso. Salários acima de R$ 21,1 mil não terão limite de jornada. Pelo texto, 60 dias após a promulgação do texto, quando ele for aprovado na Câmara e no Senado (próxima etapa de tramitação), haverá uma redução imediata de duas horas e, em até 12 meses, mais duas horas serão reduzidas da jornada. A PEC estabelece o fim da escala 6x1 e garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores mediante redução da jornada máxima de 44 para 40 horas, com manutenção do salário atual. As duas folgas semanais, que não precisarão ser consecutivas, serão aplicadas já este ano.