O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, participa da XVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo Duas semanas depois da revelação chocante da relação de irmão entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além das várias mentiras do senador na tentativa de diminuir o impacto do caso, a maior parte do empresariado brasileiro basicamente voltou à posição em que estava: mantém o apoio ao Zero Um. Uns mais envergonhados, outros menos, mas mantêm. Em resumo, passado o primeiro choque — e a dúvida sobre o que deveriam fazer — voltaram a tê-lo como candidato preferencial, apesar dos pesares. Vários fatores contaram. Eis três exemplos: *A pesquisa Datafolha da sexta-feira passada, mostrando que o abalo à candidatura de Flávio foi menor do que se esperava. * A inexistência de uma alternativa eleitoralmente viável à direita. *O horror histórico que têm de Lula e do PT. Parte desses apoiadores repete que, se pudessem escolher, até prefeririam apoiar outro direitista. Neste caso, Ronaldo Caiado é sempre o mais citado. Mas raros são os que crêem que o ex-governador tenha chance de despontar como alternativa. Um empresário bem relacionado, e mais entusiasmado, chega a dizer: — Agora vem a fase de decantação do que foi divulgado e depois vem a Copa do Mundo. Depois da Copa, ele vai ser carregado nos braços.