De volta ao Brasil, depois de conseguir a fotografia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), vai retomar a agenda de viagens pelo país, redobrando o esforço para virar a página da crise que o dragou para o escândalo do Banco Master. Na tentativa de neutralizar a suspeita de corrupção que o atingiu, após a revelação de que pediu dinheiro para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sua principal aposta é o ato político no fim de semana com o senador Sergio Moro (PL-PR). Segundo fontes da pré-campanha, Flávio viaja na sexta-feira para Curitiba, a fim de participar do lançamento da pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná, ao lado do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), pré-candidato ao Senado, e do deputado Filipe Barros (PL), que busca a reeleição. A estratégia é dividir o palco político com Moro e Dallagnol, dupla de algozes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava-Jato, e que, para boa parcela do eleitorado conservador, ainda despontam como bastiões do combate à corrupção. As pesquisas vêm mostrando Moro consolidado na liderança da corrida eleitoral no Paraná, com ampla vantagem sobre o segundo colocado, Requião Filho (PDT), e sobre Sandro Alex (PSD), o ainda desconhecido pré-candidato do governador Ratinho Júnior (PSD). Para aliados do senador, a prioridade neste momento é gerar novos fatos políticos, a fim de tentar reduzir o impacto da crise Master sobre sua campanha. Por isso, após garantir a fotografia com Donald Trump, por meio da qual ele transmite ao eleitorado força política e influência internacional, o senador do PL vai gerar novas imagens na companhia de Moro e Dallagnol, que na visão de estrategistas, servirão de escudo aos ataques dos adversários que tentam colar nele a pecha de corrupto, pela sua ligação com Vorcaro. Nos bastidores, entretanto, aliados admitem preocupação com os desdobramentos da crise Master. A declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que Flávio teria se encontrado com Vorcaro, no fim do ano passado, para "pedir mais dinheiro" aprofundou o desgaste do pré-candidato. Paralelamente, a Polícia Federal prossegue nas investigações do caso Master, gerando temor entre aliados de que eventuais revelações envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL) respinguem no presidenciável do PL. Ao mesmo tempo, aliados do PL aguardam a prestação de contas que Flávio prometeu apresentar, no prazo de 15 dias – a contar da semana passada – dos cerca de R$ 61 milhões que Vorcaro teria repassado para financiar o filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Parte dos recursos foi transferida para o fundo Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado de imigração do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Uma das linhas de investigação da PF é de que os recursos teriam sido direcionados para as despesas de Eduardo nos Estados Unidos, o que Flávio negou com veemência.
Após conseguir foto com Trump, Flávio apostará em agenda anticorrupção com Moro e Dallagnol
Para aliados do senador, prioridade é gerar novos fatos para tentar reduzir impacto da crise Master sobre sua campanha














