Abalada pela crise envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência considera que a troca no comando da comunicação traz uma "nova perspectiva", depois de uma reação avaliada como problemática até mesmo internamente. Leia mais: Segundo fontes, a saída do publicitário Marcello Lopes da função de marqueteiro, com a provável substituição pelo também publicitário Eduardo Fischer, tem como pano de fundo o que é descrito como "um certo apagão" na área de comunicação, após a revelação das conversas entre Vorcaro e Flávio. Além disso, as divergências de Lopes com o coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), foram vistas como determinantes para a mudança. Na nota em que anunciou a decisão do publicitário de deixar a equipe, Marinho agradeceu a ele "pela contribuição prestada" e desejou "sucesso em seus novos desafios". Auxiliares a par do assunto ressalvam que os problemas na gestão da crise, como o "timing" dos posicionamentos do presidenciável e as versões desencontradas, não deveriam ser atribuídos exclusivamente a Lopes, já que outros conselheiros e o próprio Flávio também influenciaram em decisões que depois foram vistas como equivocadas. Lopes, que é amigo de longa data do senador, estava de férias nos Estados Unidos enquanto o problema fragilizava a campanha no Brasil. Oficialmente, o publicitário deixou a função para se concentrar nas atividades de sua agência, a Cálix Propaganda. A expectativa agora é tentar "virar a página" e dar um tom mais propositivo à pré-campanha, num esforço para estabelecer uma agenda que ajude a neutralizar os impactos do escândalo. Interlocutores estão empenhados em difundir a mensagem de que os danos são reversíveis, embora admitam que um prejuízo momentâneo seja inegável. Uma das fontes disse, sob condição de reserva, que "o mundo não acabou" e que o presidenciável do PL segue "em condições de disputa". De acordo com o relato, as pesquisas próprias ("trackings") mais recentes já indicam tendência de estabilização, sugerindo que o núcleo duro do eleitorado de Flávio permanece disposto a apoiá-lo. Em outra frente, há preocupação com a indefinição de palanques em Estados importantes, como é o caso de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. A negociação com partidos foi afetada pela crise Vorcaro, que também passou a ser levada em conta por potenciais aliados. Fischer ainda não assumiu formalmente a função, após ter sinalizado que aceitaria o convite para a tarefa, mas sua chegada desperta otimismo entre colaborares de Flávio. Apesar da experiência escassa na área eleitoral, o novo marqueteiro tem sido exaltado pela "visão estratégica" e por seu histórico de campanhas bem-sucedidas para marcas.
Após 'certo apagão', campanha de Flávio vê 'nova perspectiva' com troca de marqueteiro
Apesar da experiência escassa na área eleitoral, Eduardo Fischer tem sido exaltado pela pré-campanha do senador pela 'visão estratégica' e histórico de campanhas bem-sucedidas para marcas










