A previsão é que o fenômeno climático atinja seu pico entre setembro e outubro, período que corresponde à fase mais crítica para a propagação do fogo na Amazônia e no Pantanal. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou nesta segunda-feira (25) a União e os estados que fazem parte da Amazônia Legal e do Pantanal a informar, em dez dias úteis, as providências adotadas frente as projeções de aumento significativo do risco de incêndios florestais. De acordo com despacho do ministro, há elevada probabilidade de temperaturas superiores à média e persistência de falta de chuva nas regiões amazônica e pantaneira em 2026. A previsão, ainda de acordo com o documento, é que o fenômeno climático do El Niño atinja seu pico entre setembro e outubro, período que corresponde à fase mais crítica para a propagação de incêndios florestais. Greenpeace registra fogo na Amazônia durante última semana de julho, mesmo com moratória do fogo — Foto: Christian Braga/Greenpeace O que é o El Niño? Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e muda padrões de chuva, temperatura e vento em várias regiões do planeta. Embora aconteça no Pacífico, os efeitos acabam se espalhando para diferentes continentes. Eventos climáticos extremos Segundo a análise do Cemaden, caso o cenário atual se confirme, o Brasil pode enfrentar impactos semelhantes aos observados durante o El Niño de 2023/2024. A nota aponta ainda que uma combinação entre seca e temperaturas elevadas pode ampliar o risco de incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal. O ano de 2025 trouxe números sensivelmente melhores na Amazônia e no Pantanal, embora remanesçam gigantescos desafios nas áreas de comando e controle. Contudo, os elementos constantes dos autos evidenciam que o cenário