O índice de desenvolvimento humano do Brasil atingiu pela primeira vez o patamar de “muito alto”. A principal explicação é o avanço do acesso da população à educação, mais especificamente o aumento das matrículas escolares proporcionado pelo programa Bolsa Família.

Essas são revelações do Radar IDHM, um documento divulgado nesta terça-feira 26 pelo PNUD, a agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em parceria com o IBGE, órgão federal oficial de estatísticas brasileiras, e a Fundação João Pinheiro, instituição pública de pesquisa de Minas Gerais.

O documento utiliza a metodologia do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado nos anos 1990 pelo PNUD para medir a qualidade de vida em um país de uma forma que vá além de indicadores econômicos. O IDH combina três dimensões: saúde, educação e renda. E propõe uma régua classificatória com quatro categorias: baixo, médio, alto e muito alto.

O IDHM é uma versão abrasileirada do IDH e investiga dados mais “na ponta”, nos municípios. Por essa análise, a saúde é uma política pública eficiente e de bons resultados desde a Constituição de 1988, que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS). Na renda, o desastre nacional é antigo, com pornográfica concentração da riqueza. É a educação que apresenta uma virada significativa e agora coloca o País no nível “muito alto” de desenvolvimento humano, graças ao Bolsa Família.