Marisa Mender Franklin sempre se considerou jardineira, mas quando a professora do ensino básico de 37 anos plantou as flores para o seu casamento, em 2020, descobriu um novo amor: a agricultura.Infelizmente, o seu quintal, tal como muitos outros no bairro de Midtown, no centro de Memphis, nos EUA, era pequeno e com muita sombra, não sendo exactamente o ideal para o quintal de flores com que sonhava.Marisa começou a reparar em muitos espaços não utilizados — terrenos baldios, o relvado da escola primária onde dava aulas e muitos dos pátios do seu bairro operário, que, em conjunto, somavam muito terreno. E teve uma ideia. "Flores a precisar de um jardim", escreveu no seu grupo local do Facebook no início de 2021.Em troca de espaço para crescer, ela prometia cuidar do terreno e, claro, fornecimento constante de flores frescas. No espaço de um dia, recebeu 40 ofertas. Uma era de uma vizinha farta de cortar a relva do seu lote duplo, outra de um casal de jardineiros fervorosos cuja saúde debilitada os mantinha dentro de casa."Fazia muito sentido para todos nós", diz Marisa. Agora, cinco anos mais tarde, é floricultora a tempo inteiro e a sua empresa, Midtown Bramble and Bloom, cultiva todas as flores que vende em ramos de noiva, pulseiras de flores outros arranjos em dez lotes e relvados emprestados.Marisa tem sete empregados e uma loja de bairro, onde também dá workshops sobre jardins e arranjos florais. Faz parte de um grupo de agricultores nos Estados Unidos que praticam a floricultura urbana, fornecendo "pagamento" sob a forma de cuidados com o relvado, mistura de sementes e, claro, flores frescas cortadas em troca de espaço para crescer.
Esquece o açúcar. Estes vizinhos norte-americanos pedem terreno emprestado
Além de manterem viva a vida selvagem nativa, eles ajudam a criar comunidade.















