No Brasil, a Iberia voa para São Paulo, Rio, Recife e Fortaleza Foto: Pascal Pigeyre/Masterfilms/IberiaApesar da pressão de custos com a alta do combustível, a espanhola Iberia mantém seus planos de expansão no Brasil, segundo a diretora comercial para América Latina e Caribe da companhia, Marina Colunga. A demanda pelas rotas entre o País e a Europa continua forte e sustenta o crescimento da operação, na contramão da redução de voos observada em parte do setor aéreo.PUBLICIDADEA alta do petróleo em decorrência do conflito no Oriente Médio tem impulsionado os preços do querosene de aviação (QAV), pressionando os balanços das aéreas mundialmente. Em resposta, as companhias vêm aumentando os preços das passagens e reduzindo a oferta de voos para preservar margens.“Não observamos impacto relevante do aumento das tarifas sobre a demanda por viagens internacionais”, disse Marina em entrevista à Coluna. “O Brasil é o país que mais cresce em nossa operação de longo curso neste ano”, acrescentou, destacando que o mercado brasileiro ocupa posição central na estratégia da Iberia para a América Latina.Número de assentos vai crescer 22%A prioridade da companhia é consolidar as operações nas quatro cidades em que atua (São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza) antes de avaliar novas rotas.Neste ano, a Iberia oferecerá 724.676 assentos no mercado brasileiro, 134 mil a mais do que em 2025, o que representa crescimento de 22% e a maior capacidade já ofertada pela companhia no País. Com o reforço das frequências em Recife e Fortaleza, operações mais recentes, a empresa espanhola deverá alcançar cerca de 30 voos semanais entre a Espanha e os quatro destinos brasileiros nos próximos meses.PublicidadeA expansão da Iberia ocorre na contramão do mercado doméstico. Dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) apontam corte de 93 voos diários em maio e de 121 em junho, com maior impacto nas regiões Norte e Nordeste.A pressão sobre os custos também tem levado aéreas internacionais a rever operações. Entre as empresas da Europa, que têm a oferta de combustível como preocupação, a Lufthansa cancelou cerca de 20 mil voos até outubro, enquanto a Air France-KLM elevou tarifas e ajustou operações diante da escalada dos combustíveis.No entanto, Marina afirma que a Iberia não prevê escassez de combustível nem impactos sobre sua operação em decorrência do cenário atual enfrentado pelo setor. “Nossa operação continuará conforme planejado”, reforçou.Em nota divulgada recentemente, a Iberia afirmou que seus planos não contemplam cancelamentos em razão da alta dos preços do QAV. A companhia acrescentou que vem adotando medidas de redução de custos para amortecer o impacto da escalada dos combustíveis sobre os preços das passagens.Demanda aquecidaMarina atribuiu o crescimento da operação da Iberia no Brasil a uma combinação de fatores. Como exemplo, citou o interesse dos brasileiros por viagens à Europa, a utilização de Madri como porta de entrada para outros destinos do continente e o avanço das viagens corporativas.Publicidade“Não acho que exista apenas uma razão. Aprendemos depois da pandemia que os gatilhos para viajar na América Latina evoluíram”, disse.Segundo a executiva, o Brasil se tornou o segundo maior mercado do mundo no programa “Hola Madrid”, que permite aos passageiros permanecer até nove noites na capital espanhola sem custo adicional antes de seguir para outros destinos da malha da companhia. A Iberia conecta cerca de 145 destinos a partir do hub da empresa em Madri.A companhia já ampliou a oferta no Nordeste poucos meses após o lançamento das rotas. Fortaleza operará entre quatro e cinco voos semanais ao longo do ano, enquanto Recife chegará a cinco frequências semanais na maior parte do período.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 25/05/2026, às 14:30A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.PublicidadePara saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.