Começou com pequenas coisas. Um mordedor ou um macacão de bebê deixados aqui e ali pela nossa casa, que antes era impecável. Minha esposa e eu estávamos esperando nosso primeiro neto e começamos a gravitar em direção às seções de bebês nos supermercados e a entrar em lojas que vendiam artigos infantis. Era empolgante e gostávamos de olhar coisas que não víamos desde que nossos filhos eram bem pequenos.
Então Leo chegou em um dia ensolarado de primavera, robusto e cheio de energia, um bebê saudável, e fomos tomados pelas emoções arrebatadoras de um novo nascimento —uma mistura de alívio e alegria intensa. Os medos não ditos de que algo pudesse dar errado se dissiparam.
Três anos depois e quatro netos mais tarde, a alegria e o prazer de tê-los não diminuíram; vê-los desenvolver suas próprias personalidades é a melhor coisa do mundo, nos lembrando do orgulho e da felicidade que sentimos quando nossos filhos eram pequenos.
Essas eram emoções que minha esposa e eu esperávamos e silenciosamente antecipávamos. O que não havíamos previsto eram as despesas.
Preços de imóveis nas alturas, o aumento do custo de vida e um mercado de trabalho difícil para recém-formados aumentaram a necessidade de ajudarmos: mensalidades de creche, dinheiro para um carro de família para um filho, ajuda com o aluguel de uma casa maior para o outro, e a abertura de contas poupança para cada neto. Ficamos felizes em pagar essas contas, mas elas não eram esperadas.











